IMPULSOS

Sinto a radiofreqüência dos meus impulsos nervosos. Parece uma tempestade de raios. São descargas elétricas seqüenciais que me tomam. Estou em um corpo literalmente em curto circuito.

Cada impulso é um ponto de luz despolarizado que trafega pelo meu corpo.

Não tenho controle.

Sinto dores e ao mesmo tempo me anestesia.

Saio de órbita.

Isso talvez seja um modo de aliviar a dor da alma.

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UTOPIA LOVE

Se for pra reaparecer na minha vida, volte com tudo.

Venha pra me fazer rir e me ajudar a esquecer os problemas.

Odeio coisas mornas.

Gosto de inteiros. Isso de metades, de parcelas, de pedaços não me convence.

Fica essa coisa de não saber se devo desistir ou insistir. Se vale a pena ou não.

Essa nossa história de encontros, desencontros, reencontros, já dura mais de uma década.

Já perdi as contas. Já me perdi nos anos dessa história.

Sinto saudades de tudo que ficou por acontecer. De tudo que o tempo, a distância, o azar, o destino, não permitiram acontecer.

A cada comunicação surpreendentemente surge uma nova chance de nos iludirmos(eu, ao menos, ainda não perdi esse vício). E mais uma vez uma expectativa se cria em mim. E torturantemente não sei o que cria em ti.

Qual será a intenção dessa tua  saudades dessa vez?

Será um jogo? Será carência? Será passageiro? Será dessa vez pra valer? Será um entrega sem cautela pra ver onde dá?

Tento me controlar.

Não quero acreditar como da última vez.

Nunca sei por que você vai embora: se é por medo ou não temos jeito mesmo.

Nós já nos enrolamos tanto, que eu nunca sei se estamos indo, voltando, brincando ou recomeçando.

E como das outras vezes não propague promessas se não vai cumprir. É tão mais fácil e honesto.

Não quero que finja sentimentos por mim, não quero que segure minha mão se tem a intenção de soltá-la. Só quero o que for verdadeiro. Independente do tempo.

Não quero pensar, não quero fazer planos, não quero criar expectativas. Quero apenas que os dias passem. Que o tal futuro chegue. E que nele nós nos resolveremos.

De novo, de novo, eu não canso. De novo fazendo romance em cima de um conto breve.

E daí provavelmente vai acontecer tudo de novo. Vou sentir demais, falar demais, escrever demais, você vai embora mais uma vez certamente por ser sufocante e confuso demais.

M-Ã-E

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Mãe: palavra pequena, mas com um significado infinito, pois quer dizer amor, dedicação, renúncia a si própria, força e sabedoria.

Eu agradeço ao Todo Poderoso Chefão por ter escolhido esta alma iluminada para guiar meus passos doando praticamente 110% de sua dedicação ao longo destes 30 e tantos anos me cuidando, me ninando, me mimando, me amando e me estragando…

Sem ela eu não seria nada. Com ela posso ser tudo.

SÓ O QUE RESTOU FOI A FANTASIA

Acabei de assistir um filme romântico que me lembrou você. Só não entendi o por que, nós nunca tivemos nada romântico.

Lembrei de mim, de ti, de nós, do meu grilo. E sorri.

Nunca você me fez chorar. Talvez por isso na minha lembrança você sempre será o melhor. Aquele quem jamais esquecerei o quanto me fez feliz na meia dúzia de noites que passamos realmente juntos.

E passa-se em meus pensamentos que muito provavelmente por não ser possível te amar foi quem mais próximo me fez chegar.

Jamais encontraria palavras para lhe agradecer pelos sorrisos, pela liberdade, pela sinceridade, pela fantasia de felicidade.

Falei-te que eu estava nostálgica nos últimos dias. Coisa de gente antiga. Isso já foi há tanto tempo. Coisa de gente que anda buscando no passado motivos pra continuar sorrindo no presente.

Sei que muito provavelmente não nos encontraremos mais nessa vida. Depois dessas palavras sei que a cautela vai te tomar. E grilo e louca não irão mais dançar sob a luz de velas ou do luar. Entretanto não posso evitar de te enviar este texto que escrevi pro meu blog pensando em você. Não posso te privar. Você nunca irá lá para ler. Mesmo porque lá não tem muito de você, apesar de você ter deixado tanto de ti em mim. E eu sempre soube meu lugar na sua vida. E não cobrei nem cobrarei mais que isso.

Todavia não podia te poupar deste texto. Dessa declaração silenciosa nesta madrugada tão fria. Parece que o outono finalmente está chegando. Mesmo com meu corpo em chamas dessa febre que não passa.

Cara, acabei de constatar que tive a sensação de quase ter sido feliz quando estava com o rapaz que me fez chegar próximo do amor até hoje. E pela primeira vez, uma lágrima rolou por causa de você.

Não me diga nada que possa fazer esse momento mágico e os passado debulharem lágrimas, mágoas e dor.

Apenas sorria. Por mim. Por ti. Por nós. Pelo Grilo. Pela Louca. Pela lua. Pelo encontro. Pelo desencontro. Por tudo que merece ser preservado. Por eu ter finalmente ter entendido muitas coisas neste delirante desabafo.

Nunca se esqueça que prometeu jamais me magoar. Não comece agora a descumprir promessas. Sua honra é sua maior qualidade sedutora. Sem decepções.

Para Sempre Sua Felícia Meu Grilo

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TEMPO DE MUDANÇA

De tempos em tempos, mudamos. Por dentro. E tempos em tempos a vida da gente muda. Com as mudanças, vem o desconforto, a angústia e o medo de que nada volte a ficar no lugar.

E até que as coisas se organizem, vivemos na bipolaridade de existir. Como se estivéssemos nos equilibrando em um bloco de gelo à deriva no oceano. Às vezes a inconstância da vida é mais evidente.

Toda grande mudança é, em princípio, assustadora. Toda grande idéia é, inicialmente, tida como piada. Aceitar mudanças e transformar idéias em resultados é o que faz aquele que não tem medo de ir atrás dos seus sonhos.

E naquela vontade de mudar tudo tão radicalmente, que você acaba ficando onde está mesmo.

SINTO

Sinto.

Não tem explicação.

Não tem como não sentir.

Quem tem que explicar é quem não sente. Ou não se permite sentir. Ou finge não sentir.

É tão simples sentir. É só enxergar, olhar ou ver. Fecha se os olhos e também dá pra sentir. É inerente aos olhos e ouvidos. Aos sentidos.

É simples. Fácil. Inato.

E há os que insistem em dizer que não sentem.

Eu sinto todos os dias. E sinto muito. Não importa pelo que ou por quem: apenas me permito sentir.

Talvez por me permitir sinta mais que muitos outros. Mesmo quando acho que o que sinto ainda pode ser pouco.

Eu sinto pelos que não sentem.

E mais ainda, sinto por aqueles que se negam a sentir por medo de sentir.

Quem não sente, morreu e não sentiu, porque até pra morrer tem que sentir.

LUTO

Não lamento e não estou indignado. Estou triste, muito triste. Vivo um luto pela sociedade e pela espécie humana. Vivo um luto pelos trabalhadores e trabalhadoras e pelo sistema político brasileiros. Vivo um luto pela banalização da vida, pela medíocre imprensa que divulga péssimos e fúteis valores. Vivo um luto pela falta de sensibilidade de nossos líderes e pelas mãos atadas de nossos pais, mães, professores e mestres com a (in)justiça brasileira. Lamento pelo seqüestro profissional e descaso institucional em que vivem algumas profissões, nele incluo a Odontologia.

Cara colega Cinthya Magaly Moutinho de Souza, por você, por nós, pela odontologia, eu estou triste.

(autor: Itamar F. Teixeira – cirurgião-dentista)

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