PARA A CULPA

A culpa de muito dos nossos intelectuais e artistas reside em seu pecado original; não são autenticamente revolucionários.

(Che Guevara)

CULPA

Neste momento tudo que consigo fazer  é não conseguir descrever com as minhas palavras luxuosas próprias… não sou capaz ficou impróprio de um momento para outro ter domínio sobre as vogais e consoantes que se juntam e formam palavra e de palavra em palavra conferem sentido a algo fazendo-se então legível o que não é expressivamente sentido… dói demais, perdendo o ar e o sentido.

MAQUIE-SE

Tem pessoas que deviam comer maquiagem pra ver se ficam mais bonita por dentro.

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MEU DESEJO

Ela tinha 19 anos. Era um domingo ensolarado entre fotografas e sorrisos nostálgicos adentravam aquela sala que exalava as lembranças de um passado não muito distante à aquelas pessoas tão queridas. Então sua madrinha chamou-lhe em um canto e mostrou uma foto de um rapaz abraçado a sua mãe. E com um lindo sorriso nos lábios e um brilho nos olhos contou-lhe a história daquele jovem casal. Até aquele momento ela nunca havia sentido curiosidade e/ou interesse em vasculhar. Não sabia explicar por que, apenas respeitava que aquela história que por tanto tempo nunca fora mencionada, acreditava que talvez não lhe pertencia, respeitava o silêncio.

E assim sua madrinha disse-lhe que aquele jovem rapaz e mamãe haviam se conhecido e tido um romance fugaz, onde logo no início num sopro de vida tinha lhe a alma dado precipitada pra ela brotar.

Aquela moça interiorana ao contar que estava a esperar uma bebê logo demonstrando sua determinação leonina que decidida estava em ter aquela criança independente da situação e/ou resolução, assustando aquele o jovem estudante "gringo" que mal soube o que responder, mal teve tempo de pensar. E por este golpe do destino, falta de maturidade ou situação inusitada, o belo e recente casal seguiram seus caminhos com seus princípios ideais e confiaram na sorte.

A partir daquela conversa e foto tudo dentro dela foi mudando lentamente. Um turbilhão de sentimentos aos poucos foi crescendo. Lembra-se que naquele dia foi olhando pela janela com a foto na mão e lágrimas escorrendo pela face. O primeiro sentimento que brotou foi o de injustiçada pela falta de sorte. Entretanto há aquela altura da vida já devia ter consciência que sorte não existe. Eram anos difíceis, adolescência, sonhos, escolhas a terem que ser feitas pra decidir uma vida. Pré vestibulanda, achava que a sorte não era sua simpatizante mesmo. Dois anos passaram e seu foco era escolher uma profissão e entrar em uma faculdade realizando o sonho das mulheres que a criaram num redoma cheia de amor, carinho e mimos. Não podia decepcioná-las. Não tinha tempo para pensar em qualquer outra coisa que não fosse livros, fórmulas, gramática, assuntos da atualidade.

Em 2001 quando finalmente colocou os pés na faculdade. Alguma coisa começou a mudar dentro dela. A vida começou a ser vista e sentida de outra maneira. Sentimentos surgiram: um choro incontrolável, uma tristeza sem motivo, uma rebeldia descabida, uma mágoa desconhecida. Iniciava então sua saga por consultórios psiquiátricos e terapias convencionais e alternativas. Foi uma viagem em busca do próprio auto-conhecimento. Aprendeu que o medo de dizer não para as pessoas vinha do medo de desagradá-las e isso vinha de uma memória já vivida, existia um vilão culpado, era aquele que foi o primeiro a rejeitar-lhe e assim criou-se no seu subconsciente que isso era a chave de tudo. Superar esta rejeição era primordial para superar problema. Precisava ser resolvido… não sabia como… e enquanto não encontrava uma maneira sentia uma raiva descompensada e muita mágoa desmedida pelo seu progenitor.

O mais estranho é que até aquele momento não imaginava quem era, por que ele não tinha ficado, não sabia seu nome, seu estado civil, sua origem, seu idioma. Nunca imaginara o quanto a ausência daquela pessoa causava meteórico efeito em sua vida toda.

Em todas as formas de ajuda ela procurava um modo de lidar com isso, e primeiramente sempre concluía que essa era a(o) culpado causa desse medo gigantesco da rejeição. Quando há rejeição não há amor-próprio. Eles não conseguem co-habitar em uma só mente.

E neste tempo de autoconhecimento até entender que não existem culpados: muitos medos, fracassos, falhas, falta de auto-estima, auto-negação, impotência para assumir a responsabilidade… e assim conseqüentemente como não conseguia saber como lidar com a culpa, com o culpado, encarar a quem realmente era responsável pelos meus atos e fracassos solidificou em seu subconsciente que era preciso sempre se culpar quando desagradasse às pessoas, se dissesse não a elas não teria provavelmente o amor delas, e assim seria rejeitada por um simples não ou a ausência de um sorriso amarelo. Não podia ser culpada sozinha.

Entretanto entrou na busca de entender e ser capaz de descrever cada sentimento em 2002. Admitiu que foi doloroso e muito assustador. Refletir, avaliar e desaprender exigem muita disposição. Teve que peneirar e descartar várias crenças e idéias a respeito de si mesma, teve que mudar a imagem. Verificou que tinha deixado as mágoas e os medos se empilharem, como roupa suja, e a pilha era impressionante. Lentamente e metodicamente foi limpando meu coração. Teve que abrir caminho pela bagunça – uma bagunça enorme, começando pelo porão da mente, onde todas as coisas da sua infância estavam guardadas. Isso significa que teve que desenterrar sua auto-imagem, que estava debaixo de um monte de coisas que havia herdado genético e/ou até karmico. Quando vislumbrou um pouco do seu verdadeiro Eu, abriu as cortinas e deixou a luz da verdade expor seus medos e fantasias do jeito que eram – distorções e sombras do passado. Quando enxergou a verdade foi preciso que se responsabilizasse por ter permitido tamanha desordem e assumir o fato de que ela era a única pessoa que podia arrumar a bagunça. E foi preciso muita coragem, um tanto de confiança e um pouco de fé pra assumir a visão de como ela queria que as coisas fossem. Foi doloroso livrar-se das cortinas velhas, tapetes desbotados, almofadas empoeiradas, móveis mofados, reconhecendo o custo de todos os erros que havia cometido. Era como se ela tivesse desperdiçado muito tempo e energia para descobrir a simplicidade da verdade: a verdade é que ninguém tem culpa. Todos nós fizemos o melhor que podíamos até descobrirmos que era preciso nos tornarmos mais fortes, sábios, dispostos e prontos para fazer ainda melhor. E enfrentar preconceitos é o preço que começou a pagar por assumir que queria ser diferente. Aprendeu que um pouco de egoísmo e egocentrismos são ingredientes essenciais para a felicidade. E assim muitas mudanças aconteceram. Muitas brigas externas e internas. Mudanças de comportamento. Aprendeu a dizer não às pessoas independente da cara feia que elas fariam. Criou-se num terremoto de conceitos, preconceitos, dogmas… um lugar fantástico, cheio de luz e cores. Finalmente ela conseguia ver com clareza. Sentiu tanto orgulho de si mesma que convidou alguns amigos para compartilhar consigo o que ela havia aprendido. Alguns não gostaram da nova ela. Era diferente demais, todas as coisas haviam sumido, estava muito diferente, vivendo sem medo. Quiseram ir embora. Por ela, tudo bem. Não se importou. Finalmente havia construído um lugar de paz e liberdade pra continuar o árduo trabalho de entender o que ainda até então não tinha capacidade, maturidade e até mesmo disposição em compreender.

Então no final de 2008, finalmente teve a oportunidade de se dar alta, já julgando-se apta a entender que a responsabilidade por seus atos e caminhos tinham que ser totalmente assumidos por si. E incrivelmente na tentativa de aceitar isso com verdade plena a vida tomou um novo rumo. Tudo fluiu. Uma nova vida apareceu. Um sentimento novo também. E por um ano e meio sentiu-se bem. Todavia ao se relacionar com um rapaz acabou questionando e revendo algumas coisas e começou a estudar a idéia que talvez para encontrar o que ainda lhe faltava era um pouco de paz e amor. E isso só viria com o perdão. E para perdoar era necessário mexer numa ferida mal cicatrizada. Então com apoio de alguns amigos, voltou à terapia adentrando a sala e dizendo: "quero escrever uma carta ao meu pai e por este modo perdoá-lo e assim me perdoar e encontrar paz, para poder finalmente deixar de me culpar e passar a me amar."

E há um ano voltou a desenrolar este barbante. Muitas cartas foram rabiscadas, as primeiras eram muito negativas e desequilibradas. Até que um dia, serenamente conseguiu escrever.

Anteriormente já havia buscado por aquele nome pela internet, na verdade anos atrás o primeiro incentivador fez uma busca detalhada lhe dando detalhes privados que nem sabia se realmente eram/são reais. E como o contato da faculdade, um lugar aparentemente neutro, mesmo com o endereço nas mãos, a carta passada a limpo, o mundo conspirava para retardar o envio daquela encantada redação. Até que sua melhor amiga pediu a permissão de intervir e enviar. E então no dia 8 de julho colocou imediatamente no correio.

Pronto um alívio tomou conta de dela. Uma serenidade. Finalmente tinha feito sua parte. Independente da resposta ou do silêncio, o peso saiu das suas costas.

Enquanto a carta estava a caminho teve mais uma conversa com a madrinha que lhe mostrou uma nova visão dos fatos, fazendo-lhe perceber que havia colocado um fardo com muita importância nesta história toda. Fez-lá rever conceitos e sentimentos. E assim trouxe-lhe paz. Fez o que parecia certo. Deu seu passo e pronto.

Ao escutar aquela voz na caixa postal ficou apática, sem movimentos, sem voz, sem ação. Não sabia se estava feliz, aliviada, se devia chorar ou rir. Imediatamente escreveu para os seus melhores amigos apoiadores sobre a novidade. A respostas foram instantâneas positivamente. Eles estavam felizes, até emocionados e ela não sabia onde estava.

À noite a hora mais difícil: contar a sua mãe.

E não é que aquela leonina calada surpreendeu. Apoiou a ela 110% exalando felicidade e orgulho pela sua atitude.

Ao falar com aquele desconhecido foi pros braços dela que aos prantos correu, e escutou: "você está sendo abençoada minha garota".

Todavia no segundo telefonema ficou arisca, ao ser questionada sobre seus desejos.

Seu maior objetivo era ter paz interior, porque jamais imaginou que teria receptividade tão rapidamente.

E a indagação "o que você quer?" atormentou-a pela sua mente a semana toda.

Já quis tantas coisas, pensava. Porém como tempo algumas perderam o sentido, perderam a prioridade, passou-se a rebeldia. No início achava que ela merecia tudo: amor, dinheiro, reconhecimento, sobrenome, saber o outro lado da história, intrigava-lhe saber como o alguém nunca teve necessidade de informações de um pedaço teu. E movida por essa curiosidade escreveu serenamente (com algumas pitadas de pimenta) uma redação contando um pouco sobre aquela menina brasileira que ficaste aqui no Brasil, o que ela viveu, o que se tornou, imaginando que por pior das hipóteses aquele homem tivesse uma curiosidade, mesmo que mínima. Não achava que tinha uma biografia de Best-seller, todavia se tornei uma pessoa de bem, onde era adorada pelos seus pacientes que a cada dia cuida como se fosse um ente familiar, amada por uma família que a muito custo aprendeu a aceitar e respeitar a aquela nova moça, a Lilóca amiga rodeada por bons e nem tão amigos, vivendo o máximo da diversão com responsabilidade e alegria. Este foi o motivo que mais se aproximou da sua então conduta.

Amor? Não era hipócrita isso por mais que tivessem mais 100 anos, ou pudessem voltar ao passado iria ser incondicional como de pai para filha. Mesmo sendo o amor um sentimento que se desenvolve, aprende-se a gostar dos defeitos das qualidades. Um amigo diz que "amor é admirar e orgulhar-se demais de uma pessoa a ponto de ela encantar-te e até roubar seu coração". Entretanto disse que aceitava carinho se disponível e paciência para escutar ou ler suas divagações.

Nome? Não acreditava que isso compensaria seus olhos quando toda vez que teve que responder sobre seu pai, engolindo seco para não chorar ou responder "não é da sua conta". Apenas respondia rispidamente "não tenho". Deixou para a consciência daquele homem decidir se isso faria alguma diferença.

Dinheiro? Ela não negou que de certa forma fez falta. Todavia foi agraciada por nascer do útero de uma mulher guerreira que mesmo sem demonstrar muito com palavras e carinho, dedicou sua vida e seu trabalho para que nada lhe faltasse. Não foi atrás disso antes quando direito se tinha. Não seria agora que arriscaria batalhas… agora procura e quer a paz. Todavia deixava por mais uma vez ele decidir o que é certo, justo, se faria alguma diferença positiva nesta história toda. Deixando mais do que claro que atualmente não o procurou por isso.

Tentou deixar o máximo esclarecido que o fato de lhe procurar neste momento acreditava ser uma profecia de Deus, apesar de ter algumas desavenças com esse Cara. Explicou que não queria atrapalhar a vida profissional e/ou familiar. Tinha suas curiosidades, mas  também tinha consciência que não podia porta adentrar questionando algo que talvez não lhe pertencesse.

Ela confessa que admirava o fato de ele ter se dedicado profissionalmente e conquistado tantos títulos e posições e condecorações.

Desejava do fundo do coração que este golpe do destino tenha conspirado para continuar a tecer uma linda história de reencontro entre esses dois desconhecidos que precisam passar por essa situação para ficarem em paz com suas consciências e seguirem suas vidas, preferivelmente continuando mantendo este contato pacificador e renovador, que para ambos estava sendo muito importante…

É isso, havia escrito para saber o por que de nunca ter procurado por ela…

RAZÃO, ESTAÇÃO OU VIDA INTEIRA

Por que as pessoas entram na sua vida?

Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.

Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"… é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer… Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".

Relacionamentos de uma "Vida Inteira" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente.

Obrigada por ser parte da minha vida.

Pare aqui e simplesmente SORRIA.

O QUE VOCÊ FAZ ENQUANTO O AMOR NÃO VEM?

esperando3 Em algum lugar no fundo de sua mente você sabe e espera que chegue o dia em que o relacionamento que você tem agora se torne o grande amor que você sempre esperou. Ou que, um dia, apareça alguém que preencha seu desejo de amor. Porém, a pergunta permanece: o que você vai fazer nesse meio-tempo?

O amor é uma coisa engraçada. Ele nos encontra nas circunstâncias mais incomuns, no momento mais improvável. O amor cai de surpresa em cima de você, joga os braços em sua volta e transforma toda a sua existência. Infelizmente, a maioria de nós não reconhece a experiência ou entende o impacto quando está acontecendo. Talvez porque o amor raramente surja nos lugares em que esperamos ou tenha a aparência que imaginamos.

Durante esse processo de tirar conclusões, viver e acreditar, também tomei algumas decisões. Decidi que nunca mais seria machucada pelo amor. Ainda que eu não estivesse muito certa sobre o que me havia ferido em relação ao amor. Também decidi que nenhum homem faria comigo o que meu pai havia feito à minha mãe. O que ele havia feito não era problema meu, mas transformei em problema meu ao observar, julgar e tentar entender o que ninguém parecia ser capaz de me contar abertamente.

Quem é que sabe a verdade a respeito do amor, ou dos relacionamentos?

O que realmente havia de errado com o que eu sentia, via com o que eu acreditava e com o que eu concluía a partir dos modelos de relacionamento que havia presenciado?

Boas perguntas! Eu tinha que descobrir as respostas.

Com dezesseis anos, pensei que realmente havia encontrado o amor. Porém ele havia encontrado anos depois outro amor para ele. E aí me machuquei pela primeira vez.

Durante esse processo as coisas foram se tornando muito, muito claras. Ficou claro que tudo o que eu pensava sobre o amor não tinha nada a ver com ele. Percebi que não conseguia reconhecer o amor porque, na realidade, nunca o havia visto. É claro que eu tinha uma imagem na cabeça, mas ela não servia mais. Também descobri que o amor é mais do que um sentimento bom. É mais do que se sentir necessário ou ter suas carências preenchidas.

Levei trinta anos para perceber que o amor é uma experiência pessoal e interior de bem-estar total que não combinava com nenhuma das imagens que eu conhecera até então.

Quando eu estava com meu amor dos dezesseis anos, sentia como se pudesse voar! O erro foi acreditar que era ele que me fazia voar. Depois de muitas aterrissagens forçadas, percebi que voar era uma coisa que eu fazia sozinha, dentro de mim, quando era capaz de relaxar. Isso mesmo, relaxar!Soltar todos os medos, feridas, decisões, julgamentos e conclusões provocados pela raiva e pelos ressentimentos. Soltar as exigências, expectativas e fantasias. O amor, descobri, é ficar quieta o suficiente para sentir o que se passa dentro de você e então aprender a reconhecer e aceitar o que está sentindo. Na presença dele, eu ficava bem. Infelizmente, eu achava que era ele que me fazia sentir bem. Passei quinze anos tentando encontrar alguém que conseguisse fazer comigo a mesma coisa que ele —  tornar boa tanto a vida quanto eu mesma. Foi só quando percebi que tudo ficava bem quando eu gostava de ser do jeito que era que as coisas melhoraram e se tornaram muito mais fáceis.

O que normalmente acontece no processo de aprendizagem é botarmos nossas questões para fora — questões da infância, questões de identidade, ou qualquer outra questão que você possa imaginar — raiva, culpa vergonha, medos relacionados ao amor e às fantasias amorosas — sem nos darmos conta do que estava acontecendo.

E assim nesta fase você terá uma série de experiências que podem ser dolorosas e avassaladoras, mas que acontecem para ajudar você a eliminar as falsas necessidades e tudo o que nos atrapalha no caminho em busca do amor. Livrar-se das coisas antigas é um trabalho pesado. É como a grande faxina, quando você tem que esvaziar os armários, organizar a bagunça, jogar coisas fora e arrumar a casa toda. No processo de aprendizagem, limpar, eliminar e descartar podem parecer desonestidade, infidelidade e traição às nossas coisas antigas. Não são! O que nos impede de ter uma experiência amorosa verdadeira e honesta são todas essas coisas às quais nos agarramos.

Quando nós nos separamos, eu estava ferida. Estava com medo. Passei parte da vida rezando silenciosamente para que esse homem me amasse. Sentimos-nos perdidos — ou pelo menos pensamos que estamos perdidos!Eu não estava apenas perdida, estava desapontada com meu caso de amor fracassado, e achando que a culpa era minha! Passei os próximos anos seguintes tentando descobrir o que havia feito de errado. Por que ele não podia me amar? O que havia de errado comigo? Se você se parece um pouquinho comigo, essas são apenas algumas das perguntas que você vai se fazer durante o processo de aprendizagem. Conforme o tempo for passando, você irá descobrindo respostas. Acreditando que cada uma é a resposta certa, irá incorporar comportamentos e crenças novas à sua vida. Quando algumas dessas crenças e comportamentos se mostrarem também um pouco fora do rumo, você irá encontrar novas crenças, parâmetros e condições para ajustar ao processo de dar e receber amor. Pode parecer cansativo e muitas vezes você vai sentir medo, desânimo e até raiva! Mas não há outro jeito, é esse o caminho para chegar à verdade sobre o amor que você deseja tão desesperadamente.

A verdade é que o amor está dentro de você e que nenhum relacionamento com alguém pode desenterrá-lo e ativá-lo na sua vida. É você quem, primeiro, tem que tomar posse dele.

Nas diversas experiências que vivo durante meu processo de aprendizagem, eu tive o que, um dia, considerei relacionamentos problemáticos e desastrosos. O que percebo agora é que cada experiência me ensinou um pouco mais a respeito de mim mesma. Veja, existem estágios e níveis no processo. Você aprende um pouco e usa o que aprendeu, mas sempre existe mais para aprender. Você descobre uma coisa e começa a praticar, mas, depois de algum tempo, vai perceber que o que está fazendo não funciona mais. Essa é a beleza do processo. Ele não nos deixa estagnar. Ele nos força a crescer, e crescer um pouco mais. Porém, para crescer, temos que trabalhar. E é esse trabalho que precisamos realizar em nós mesmos para chegar ao amor que torna o processo tão desafiante. Nada nos faz aprender mais a respeito de nós mesmos e da vida do que os relacionamentos. Falo por mim: aprendi a ser muito grata a meus professores/amantes/parceiros pelas lições que me ensinaram a respeito do medo, da raiva e da carência que eram freqüentemente camuflados como amor. Quando compreendi as lições e comecei a aplicá-las, minha vida mudou completamente de direção. Não precisava mais fazer coisas para provar que eu era digna de ser amada. Não tinha mais medo de pedir o que queria por pavor de não conseguir.

Durante o processo, aprendi como cuidar dos meus próprios problemas. O problema de amar a mim mesma e de ficar emocionada comigo. Aprendi a voar sozinha. Qualquer acontecimento em nossa vida, por mais particular que seja, tem relação com tudo o que somos e vivemos. O que você está passando em um relacionamento irá aparecer, em todas as outras áreas da sua vida. Você não pode desligar os canais do seu cérebro e do seu coração como se fossem canais de televisão nos quais o programa do canal dois não tem nada a ver com o do canal dez. Os vários canais de nossas vidas são interligados e interdependentes. A mesma confusão que eu sentia a respeito de amar a mim mesma e amar o meu parceiro se refletia na minha carreira. Afetava o relacionamento com minha família. Afetava todos os meus relacionamentos com homens.

Tive que trabalhar muito duro para tornar-me consciente de mim iara me aceitar do jeito que sou. Admito que não foi um trabalho fácil, foi doloroso e muito assustador. Refletir, avaliar e desaprender exigem muita disposição. Tive que peneirar e descartar várias crenças e idéias a respeito de mim mesma e do amor. Em outras palavras, tive que mudar a imagem. Foi como limpar a casa, tentando identificar as coisas que estavam empoeiradas ou quebradas, jogando fora coisas das quais eu não precisava mais. Era como mexer nas gavetas e armários da minha mente. Tive que me desfazer das coisas que possuíam valor sentimental, mas que já não eram práticas. Tive que admitir que algumas coisas simplesmente não me cabiam mais e que nunca mais caberiam. Verifiquei que tinha deixado as mágoas e os medos se empilharem, como roupa suja, e a pilha era impressionante. Lentamente, metodicamente, tive que limpar meu coração para me preparar para o verdadeiro amor.

No meio-tempo, tive que abrir caminho pela bagunça — uma bagunça enorme. Tive que começar pelo porão da minha casa, onde todas as coisas da minha infância estavam guardadas. Isso significa que tive que desenterrar minha auto-imagem, que estava debaixo de um monte de coisas que havia herdado geneticamente e até karmico. Quando vislumbrei um pouco do meu verdadeiro Eu, abri as cortinas e deixei a luz da verdade expor meus medos e fantasias do jeito que eram — distorções e sombras do passado. Quando enxerguei a verdade, tive que me responsabilizar por ter permitido que a casa ficasse em tal desordem e tive que assumir o fato deque eu era a única pessoa que podia arrumar a bagunça. Havia chegado à hora de arregaçar as mangas e trabalhar para valer. Acredite, tive que ter muita coragem, um pouco de fé e muita confiança para assumir a visão de como eu queria que as coisas fossem. Eu estava finalmente pronta para me livrar das cortinas velhas e desbotadas, tapetes e móveis, reconhecendo o custo de todos os erros que havia cometido. Olhando em volta, senti como se tivesse desperdiçado muito tempo e energia, mas eu sabia a verdade. A verdade é que ninguém tem culpa. Todos nós fizemos o melhor que podíamos até descobrirmos que era preciso nos tornarmos mais fortes, sábios, dispostos e prontos para fazer ainda melhor. Nossa, que sensação maravilhosa!

Resolvi exercer minha criatividade, usando novos estilos e cores, inventando um novo padrão de vida que me levou direto das coisas antigas e familiares para o terceiro andar. Era um lugar fantástico, cheio de luz e cores. Finalmente eu conseguia ver com clareza  e estava extremamente feliz, porque descobria que o trabalho tinha valido a pena e que eu chegara aonde desejara sempre estar: a um lugar de paz.

Sentia tanto orgulho de mim mesma que convidei alguns amigos para compartilhar comigo o que eu havia aprendido. Alguns não gostaram da minha casa nova. Era diferente demais, todas as coisas haviam sumido! Eu estava muito diferente, vivendo sem medo! Quiseram ir embora. Por mim, tudo bem! Arrumei as pequenas bagunças que eles haviam feito, acreditando de todo o coração que, se mantivesse minha casa limpa, aqueles que viessem com amor ficariam. Escolhi tudo o que fiz ou falei com o maior cuidado. Quando finalmente acabei de arrumar a cama e afofar os travesseiros, algo me revelou que a verdade sobre o amor: ele está dentro de você e nenhum relacionamento com o externo pode desenterrá-lo e ativá-lo na sua vida. É você quem, primeiro, tem que tomar posse dele. Esta é a verdade que estou descobrindo.

INESPERADO MAIS ESPERADO

caladaEu que tenho tamanho domínio sobre as palavras e em transcrever através delas sentimentos estou estática frente a tela branca tentando escrever uma palavra que expresse pelo menos metade o que aconteceu pouco minutos atrás… a vida é um misteriosamente um grande inesperado…

El extrañamente cercano me llamó.

AMIZADE

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.

Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.

FELIZ DIA DO AMIGO QUERIDOOOOSSSS!!!

NUNCA

Não sou filósofa. Sou fatídica. Plagiosa. Subjetiva.  Antagônica. Irônica. Conclusiva. Impulsiva. Distímica. Anacrônica. Histórica. Histérica.  Profana. Caleidoscópica.  Romântica… porém filosófica NUNCA.

bandido

MAIS VELHA, MENOS SÁBIA, PORÉM MAIS LINDA E LOUCA…

Sou como um livro. Há quem me interprete pela capa. Há quem me ame apenas por ela. Há quem viaje em mim. Há quem viaje comigo. Há quem não me entende. Há quem nunca tentou. Há quem sempre quis ler-me. Há quem nunca se interessou. Há quem leu e não gostou. Há quem leu e se apaixonou. Há quem apenas busca em mim palavras de consolo. Há quem só perceba teoria e objetividade. Mas, tal como um livro, sempre trago algo de bom em mim.

Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto gostem de mim, nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante pra mim é saber que, em algum momento, fui insubstituível. E que esse momento será inesquecível.

Porque nada do que vivemos tem sentido se nossa lembrança não desperta saudade, se quando partimos não deixamos no outro a esperança da nossa volta…

Pop Mind NoCanto 20 abril 2011 008

ACREDITAR

A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delícia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você.

…FAZER MAIS NADA

Não existem opções…

Não escrevi para você para assim pressionar a uma decisão, escrevi pra você para desengasgar a garganta.

Apenas quis extravasar que põe ser que a minha percepção não seja exata mas no momento é o que estou sentindo.

Palavras escritas ou ditas por mais bonitas que seja não mudam em nada a realidade: eu gosto de você mais que deveria, e você está apaixonado por outra pessoa a qual escolheu para estar ao teu lado neste momento.

Desse modo eu renunciarei meu sentimento por você da maneira que tiver que ser e seguirei a minha vida pois não há nada  que eu possa fazer… há?!?

Não posso eu sair pelo mundo gritando que amo-te, nem pular na frente da sua mina e entregar um histórico de nossas conversas, muito menos duelar com ela pelo seu amor(mesmo porque sabemos que eu perderia porque ela é mais forte fisicamente que eu, hahaha)

Não nos conhecemos ontem, já tivemos nosso momento de conquista e sedução, e escolhas foram feitas.

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo: quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição.

Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés.

Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido.

Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer.

Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho…o de mais nada fazer, e por seguinte RENUNCIAR!

Renunciar não é se render: é desistir das coisas que não estão funcionando, que não estão nos ajudando a aprender a se amar.

E desculpe-me, mas se pra aprender a me amar mais eu tenho que desistir de te amar, então eu escolho desistir de ti e acreditar em mim, até mesmo porque você entrou na minha vida e permaneceu na minha vida com esse discurso: "girl você precisa acreditar mais em si"… e vou seguir sempre seus conselhos sábios… PELA PRIMEIRA VEZ…

Joao pessoa jan 2011 558

“Amo-te!”

ABISMO

Estarei sempre pronta para esquecer aqueles que me levaram a um abismo.

E mais uma vez amarei.

E mais uma vez direi que nunca amei tanto em toda a minha vida.

NEW YEAR 007

EXTRAORDINARIAMENTE

Hoje foi uma dia extraordinariamente terrível!
Apesar de todos os acontecimentos uma coisa muito boa aconteceu.
Descobri que sou apta a escolher. E num forte clarão tive a certeza que sou suficientemente mulher para estar ao lado de um homem como você(apesar da samantha´s love handles). Sou merecedora. Não sou mais nem menos que você… bom talvez eu seja mais hahahaha.
Não sei como nem porque você entrou na minha vida mas hoje tenho certeza que não foi por acaso. Seria muita coincidência você aparecer justamente no momento que eu precisava de alguém para me mostrar minhas qualidades de modo que eu aceitasse e enfim acreditasse. Em um simples momento eu estava sentada no carro do cara que mais cobicei por meses, e mais venerei quando adolescente, quando ele naturalmente estava colocando seu dedo entre meu pé e meu sapato. Naquele momento um medo tomou conta de mim e tentou de todo modo tapar meus olhos para não ver e tagarelou por horas em minha mente e ouvidos que eu não podia acreditar que podia ser feliz, que podia tentar, que era capaz de conseguir. Aos poucos você foi abrindo meus olhos, dizendo-me quem eu era verdadeiramente, e o quanto eu estava no caminho pra me tornar quem eu sempre quis ser. E assim as coisas aconteceram muito rápido, e quando percebi já estava envolvida demais pra dizer adeus. Eu queria não querer, mas sem querer eu queria. E assim foi tentando não me apaixonar, que eu me apaixonei por você. Tentei me afastar, mas o acaso insistiu em nos unir. E então você se tornou a pessoa com a qual preciso conversar quase todos os dias. E mesmo com seus sumiços você sempre esteve nos meus sonhos naquela lembrança boa de que quando nos conhecemos, eu não tinha idéia de que você seria tão importante para mim. Sei viver sem você, apesar de confessar ser difícil, afinal suas piadas são as melhores. Contigo reafirmei o conceito que se aprende a amar não quando se encontra a pessoa perfeita, e sim quando se aprende a crer na perfeição de uma pessoa imperfeita.
Sei o que pode ocorrer assim que eu clicar enviar mensagem, mas depois de tudo que vivi hoje vou arriscar… porque esquecer você seria: perder a minha identidade, mudar a minha personalidade, apagar a melhor parte da minha vida.

Todavia que ainda tenho fé não em escutar você dizer um “eu te amo” iguais aos demais, mas um “eu te escolhi em meio de tantas para estar ao meu lado”, bastaria.

cigarro

I luv U!

EMBRIAGUEZ

 Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.

Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.

Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.

Como eles admiravam estarem juntos!

embriagados

LUXÚRIA

Meu coração é um luxo só… gosta de tudo quanto é pinto que balança…

Na verdade é um misto de paixões, mas a real é quem amo realmente é completo, um complemento de todos, e ele sabe disso muito bem, porém só sabe lamentar e dizer-me que não merece amor gratuito…

- E se eu pagar, você cobraria quanto!?!

TEQUILA

 Quantas tequilas você agüenta????

1 tequilatequila

2 tequilas

3 tequiullas

4 teuiqlas

5 teuqislas

6 teiqulkss

7 eteiqlas

8 treqiklas

9 trewqiñlaskk…

CÓDIGO DA VINCI

Ele disse:

- Talvez você seja a única pessoa que me tem, mas você nunca entenderá…

E ela pensativa retrucou em pensamento:

“-  Talvez quando eu entender seja tarde demais.”

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MEIO TEMPO

Ela não estava procurando por ele.

Ele não estava procurando por ela.

Para falar a verdade, ambos estavam ligados a outras pessoas.

Mesmo assim, no momento em que se viram, seus corpos começaram a palpitar e seus olhos a brilhar.

Cada um atravessou a sala sem perceber que o outro estava fazendo a mesma coisa.

Ele falou primeiro. Não, ela falou primeiro. Perguntou alguma bobagem, à qual ele e seu corpo palpitante estavam mais do que dispostos a responder.

Ele deixou seu par de lado. Ela deixou o seu.

Precisavam de algum tempo para conversar. Conversaram e riram coisa que nenhum dos dois parecia fazer muito freqüentemente com seus parceiros. Trocaram os números de telefone do trabalho.

Relutantemente, voltaram para seus parceiros e mergulharam juntos em um processo de meio-tempo.

VERDADE x MENTIRA

Eu disse que estou bem, isso não significa que tenha dito que estou feliz. Há uma grande diferença.

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TEMPO CERTO

Esperar não é perder tempo, é ter a certeza que há um tempo certo pra tudo.esperando

Se duas pessoas estão destinadas a ficar juntas, elas acabam encontrando o caminho de volta.

Todavia mesmo se pudéssemos voltar ao tempo, não seria igual à primeira vez.

E não tem fórmula, não tem por que, não tem quando, não tem data para expirar, só é amor.

Uma pessoa não precisa ser perfeita para ser exatamente o que você precisa.

ADEUS HONEY

Eu aprendi, que se eu caio, é pro meu bem. E que se me derrubam, é porque eu preciso aprender a me levantar sozinha. Algumas coisas não precisam ser ditas para serem entendidas.

Memória é uma coisa engraçada. Lembro de tudo que queria esquecer, esqueço tudo que preciso lembrar.

Eu finjo que não me importo, mas no fundo isso machuca.

Afinal é difícil dizer “tchau” quando se quer dizer "eu te amo."

Eu quis, eu tentei, eu sonhei. Infelizmente, não foi o suficiente.

É difícil deixar pra lá, quando um dia foi importante.

É difícil despedir-se de alguém que você tem a certeza que nunca mais irá voltar.

luiz carlos

IRA

“Mais penosas são as consequências da ira do que as suas causas.”

Hoje é aquele dia que eu não gostaria de encontrar comigo em qualquer lugar a qualquer minuto…

No meio do dia começou a me dar uma raiva, mas uma raiva tão grande, de tudo… primeiramente de certa franguinha nanica… culpo-a de ser responsável por roubar parte da minha vida, da minha alegria, da minha coragem, da minha ousadia, da minha convicção, da minha autoconfiança e de boa parte da minha auto-estima. Não porque ela foi escolhida e sendo assim fui trocada por ela, mas sim pela petulância que ela impôs querendo comandar a minha vida, e pior comandou. Mudou muita coisa tipo nunca imaginei que alguém seria tão mesquinho a ponto de manipular pessoas que gostam de mim a simplesmente cortar laços comigo. Essa bruxa vadia fez todos acreditarem que eu era a vilã da historia simplesmente por não ser capaz de superar seus medos, suas inseguranças, por sua falta completa de humanidade foi explicitamente gigantesco ao não perceber que antes de tudo ela havido tomado o lugar de outro alguém, e mesmo depois de saber disso não colocou por nenhum momento a cabeça no travesseiro e pensou: “podia ser ao contrário”. O egoísmo foi tamanho que ao invés disso causou confusão, estragou a noite de outras pessoas, mandou mensagens com ameaças, porque nem mulher pra chegar cara a cara ou ligar foi. Uma pessoa totalmente fora de si, incondizente com uma mulher de seus 30 anos, e ainda com moral de pedir pro coitado que se diz namorado ligar pro alguém e pedir desculpas ou sei lá o que. Desse modo sem conhecer extinguiu alguém da face da Terra lunática dela e das pessoas que declara dela a presença de outrem que apenas chorava contidamente suas feridas. Sei que existe outro culpado disso tudo, mas não consigo culpá-lo, pois se eu fizer isso acabarei com toda a doce lembrança que tenho. Na verdade ele foi o grande canalha, mas chamá-lo assim me fará ter que odiá-lo, e na vida já temos tantas coisas ruins para se lembrar, quero que ele continue a ser a uma das coisas boas.

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Todavia não estou só irada por isso… estou irada com as frustrações… com o emprego que tive que largar não honrando meu compromisso e palavra. Irada com a falta de sensibilidade de algumas pessoas. Irada com a falta de compromisso e responsabilidade de outras. Irada com os pacientes não me pagarem conforme o combinado e eu ter que ficar repetidamente cobrando e assim mais irada com as contas que se acumulam no canto da mesa e eu sem dinheiro pra pagar. Irada por ter humanidade e não enfiar a faca no valor dos meus orçamentos já que sou ética perfeccionista, sincera e trabalhadora. Irada por repetir diversas vezes e fingirem não me escutar. Irada com as coisas não serem do meu jeito nem onde acredito que posso mandar. Irada com o desdém das pessoas quando imponho o meu jeito nada nada autoritário. Iradíssima por não conseguir ser autoritária. Irada por essa barriga não me abandonar, afinal é tão fácil para os homens me abandonar, porque ela não aprendeu ainda. Irada por ter pagado 860 reais de curso mais 600 de custos para assistir quatro aulas inúteis. Irada por estar novamente me apaixonando e reapaixonando por quem não deveria, não sei por que insisto em amores platonicamente impossíveis. Irada por ter 30 anos e ainda ter que mentir na minha própria casa para minha própria família para poder fazer coisas que me deixam feliz. Irada pelas cobranças injustas da minha mãe(muitas vezes confesso que ela tem razão, mas dessa vez juro que estou me esforçando). Irada porque minha mãe comprou um carro pra mim(sei que vocês vão pensar sobre isso) mas preferia e seria muito mais feliz com uma lipoaspiração. Irada por tudo estar desabando e convergindo pro magnético buraco negro. Irada por achar que faço tudo certo mas os resultados são contrários( e sempre foi assim)… Ou seja, irada comigo por ver pra onde minha vida está indo e não consigo frear o trem… Sempre tive esse sonho, estar dirigindo e de repente não consigo alcançar os pedais ou a direção e o carro anda na pista desgovernado… agora consigo entender.

Pior de tudo é chegar na terapia e escutar que sou apta a escolher, e fazer exercícios pra me livrar dessa ira hereditária… irônico ou não?! No mínimo…

E até lá… terei que tomar meus tarjas pretas, ler meus auto-ajudas, escutar o Ti filosofar, e agüentar meus pacientes reclamarem…

Alguém por favor pare o bonde pra eu descer, porque se não pulo da janela.

EMBRIAGUE-SE!!!

É preciso fazer um esforço para deixar de sentir o presente, como na música para deixar de ouvir o timbre dos instrumentos.

É preciso não esquecer nada: nem a torneira aberta nem o fogo aceso, nem o sorriso para os infelizes nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto, o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos, a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos, vigiados pelos próprios olhos severos conosco, pois o resto não nos pertence.

É preciso estar sempre embriagado.

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Isso é tudo: é a única questão.

Para não sentir o horrível fardo do tempo que lhe quebra os ombros e o curva para o chão, é preciso embriagar-se sem perdão.

Mas de que?

De vinho, de poesia ou de virtude, como quiser. Mas embriague-se.

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E se às vezes na solidão triste do seu quarto, você acorda, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, pergunte ao vento, à estrela, ao relógio, a tudo o que canta, a tudo o que fala, pergunte que horas são e o vento, a estrela, o relógio lhe responderão:

- É hora de embriagar-se!

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Para não ser o escravo mártir do tempo, embriague-se; embriague-se sem parar!  De vinho, de poesia ou de virtude, como quiser.

É preciso fazer aparecer o inteligível sob o fundo da vacuidade e negar uma necessidade; e pensar o que existe está longe de preencher todos os espaços possíveis.

Fazer um verdadeiro desafio inevitável da questão: o que se pode jogar e como inventar um jogo?

MEU SUPER HERÓI

Não importa o que você seja, quem você seja, ou que deseja na vida, a ousadia em ser diferente reflete na sua personalidade, no seu caráter, naquilo que você é. E é assim que as pessoas lembrarão de você um dia.

Acidentes são inesperados e indesejados, mas fazem parte da vida. No momento em que você se senta num carro de corrida e está competindo para vencer, o segundo ou o terceiro lugar não satisfazem. Ou você se compromete com o objetivo da vitória ou não. Isso que dizer: ou você corre ou não.

SENNA

AYRTON SENNA DO BRASIL (Ed René Kivitz)

Sim, ele poderia ter se recusado a correr. Poderia sim. Não precisava provar mais nada pra ninguém. Era tri-campeão do mundo. Bastava alinhavar uma boa argumentação: ondulação na pista, muros próximos demais, ausência de caixas de brita, ou uma pequenina ponta do imenso iceberg dos bastidores da F1. Poderia inclusive alegar instabilidade emocional: um amigo que nasceu de novo e um companheiro de pior sorte. Poderia sim. Poderia ter voltado pra casa.

Poderia sim. Poderia capitular diante da máquina-fera. Poderia cuidar de vender carros importados e administrar caridades. Poderia sair por ai contando estórias e memórias. Poderia ficar de longe dando conselhos e estímulos aos novatos. Poderia sentar-se ao lado de locutores e comentar a velocidade das manhas de domingo. Poderia assinar uma coluna num grande jornal. Alias, em vários. No mundo todo. Poderia gastar o resto dos seus dias elogiando velozes. Claro que poderia. Poderia construir uma gigantesca sala para expor seus troféus, suas medalhas, suas fotos e fitas. Construir um museu. Convidaria Fangio para descerrar o laço. Seria uma festa. Uma grande festa.

Poderia sim. Claro que poderia. Poderia pilotar através de botões: autorama, aeromodelos. Poderia pilotar lanchas – devagar, é claro. Poderia dar seu capacete para um sobrinho. Poderia inclusive patrocinar o primeiro kart de uma multidão de meninos que sonham com o circo. Claro que poderia. Poderia conservar sua imagem na propaganda de um banco. Fazer palestras em escolas. Poderia sim. É claro que poderia.

Poderia sim. É claro que poderia se recusar a sentar-se naquele maldito cockpit. Poderia ter olhado para aquele carro, acariciar seu aerofólio e depois dar as costas, arrancar o macacão, vestir uma calça jeans, uma camiseta e encontrar um lugar bem confortável para torcer pelo Rubinho e pelo Christian.

Poderia sim. É claro que poderia. Poderia ter decidido morrer sem deixar o mundo ver. Assim ninguém choraria. Só ele. À noite. Sozinho.

HAPPY B-DAY

Pessoa muito querida conhecida ao acaso de forma inusitada dentre de milhões de coincidências e zilhões de probabilidades.

Um raio de sol que devagarinho brota na janela tocando nosso rosto surpreendendo e contagiando.

Não importa como nem o por que cruzou inusitadamente meu caminho, desde então é o ser mais complicado, contudo o mais COMPLETO.

És um artista: possui na alma um toque suave de rock´nroll, a calma franqueza de um monge e com breve pitada de pureza.

Anjo de olhos gloriosos de adjetivos inexpressíveis, destacado pela ternura de suas palavras, além da metafísica, mas que o tempo demonstrou como nada além da realidade.

Coração puro voltado sempre para o bem, destacado por possuir 1 característica tão importante e tão em falta atualmente: sua humanidade. Uma miscelânea de emoções e atitudes, humano em constante movimento, sopro de romantismo entorpecido pela modernidade.

És especial com o seu jeito próprio de sentir, amar e sonhar.

És uma parte do universo que se permite ser ÚNICO.

 

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FUCK BOY

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

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E não adianta nem me procurar em outros timbres, outros risos, eu estava aqui o tempo todo, só você não viu PUTAQUEPARIU!!!

O SUFICIENTE DESEJADO

Ela: nasceu sobre o olhar das estrelas, foi referendada pela lua, cresceu sobre a luz do sol, desenvolveu-se sobre a magnitude dos astros. Ela é assim, feita de sonhos e esperança, puro romance. Amiga de uma vida, um raio de sol que nos aquece ou a brisa que toca suave nosso rosto. Faz cada momento da vida magia leve emocionante e apaixonada como uma belo contos de fadas. Em sua infinita ternura encontrou motivos nas pequenas coisas e nos pequenos atos para ser feliz. És especial com seu jeito próprio de sentir, de amar e de sonhar. Quanta beleza e sensibilidade. Nenhuma fraqueza, nenhuma vergonha. Um brilho que ninguém consegue ofuscar. Crescemos juntas entre Barbies e brigadeirões… infância, adolescência, namoricos, desilusões, conflitos, alegrias, brincadeiras, tristeza… O tempo passou e nem a distância que a vida nos impôs conseguiu nos separar, podemos ficar afastadas fisicamente mas nossas vidas sempre vão andar juntas. Forever.

Ele: não posso descrever sobre quem não conheço ainda muito bem, todavia só posso dizer após poucos minutos que és muito iluminado, um anjo de olhos gloriosos de adjetivos inexpressíveis, destacado pela ternura de suas palavras, além da metafísica, mas que o tempo demonstrou como nada além da realidade. Uma miscelânea de emoções e atitudes, humano em constante movimento, sopro de romantismo entorpecido pela modernidade. És uma parte do universo que se permite ser ÚNICO pelo simples fato de fazer os olhos da minha grande melhor amiga irradiar uma felicidade naturalmente contagiante, explanando sorrisos, magia e encanto, a menina das barbies e playmobils está viva novamente.

MARIEDAN

Desejo a vocês nesta união coisas suficientes para tornar essa nova vida plenamente satisfatória fazendo das pequenas coisas as grandes coisas como jamais achar que se é muito velho para dar as mãos, lembrar de dizer uma palavra sincera de carinho uma vez ao dia, mesmo após uma incrível discussão, ter valores e objetivos comuns, ter capacidade para perdoar e principalmente esquecer, proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo.

Não é somente unir-se a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito, e para isso é preciso ter bom humor e otimismo, ser natural  e saber agir com tato. É saber escutar com atenção, sem interrupção. É ter admiração e confiança. Interessar-se. Curiosidade pelo o que atormenta o outro, o que o deixa feliz, o motivo pelo aborrecimento. É ser discreto. É distribuir carinho e compreensão, amor e poesia, galanteios e cortesias. Música melodia e sinfonia. É ter sabedoria para repetir os melhores momentos do namoro. Magia e criatividade. É ser firme, leal, sutil, espontâneo, contido no linguajar, atento ao trivial. Desejo constante de superação, dignidade e justiça em atos e respostas. É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro. É ser unidos para enfrentar o mundo.

O amor real equilibrado vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita. Nascido dessa vivência progressiva e madura, não tende a acabar, mas ampliar-se, uma vez que que os envolvidos passam a conhecer vícios e virtudes, manias e costumes de ambos.

O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade, da cooperação e do senso de dever, da afetividade e da advertência amadurecida.

SEXY MENDIGA

mendigos

Não sou hipócrita, todavia não dá para fingir que não sou sexy, mesmo sentada como mendiga na balada… hahahaha

CONFUSSÃO MENTAL

A verdade é que no fundo, você sempre sabe a coisa certa a fazer. A parte difícil é fazê-la.

Inferno 16 abril 2011 077

O RETORNO

Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos.

Inferno 16 abril 2011 021

 

Vão falar que você não é nada. Vão falar que você não tem casa. Vão falar que você não merece que anda bebendo, está perdido e não importa o que você dissesse você seria desmentido. Vão falar que você usa drogas e diz coisas sem sentido e se eu for ligar para o que é que vão falar não faço nada… Tantas coisas pela metade como essa imensa vontade, toda essa meia verdade, tantas coisas pela metade com toda essa intensidade e curiosidade que você tem pelo que eu faço: Eu não gosto de me explicar!

SONHO DO MELHOR ENCONTRO

Depois de tantos encontros, discussões e entendimentos, promessas e dúvidas, chateações e desentendimentos, tornei a entrelaçar-me naqueles braços magníficos do papa-léguas. Andamos de mãos dadas pelo parque, rimos das caretas dos outros e contagiamos os invejosos com nossas gargalhadas, corremos descalços pelo gramado até cairmos e ficarmos deitamos lá cabeça com cabeça enquanto eu tagarelava por horas como de costume, após um estepe massageei teus pés,sorrimos admirando os pássaros, tentei desvendar os seus 33 sorrisos enquanto desejava imensamente àqueles lábios, todavia esperei, esperei, esperei, para não me precipitar e esperei eles se encontrarem com os meus, não há graça desejar sozinha, mas o danado só me contemplou, parecia saber que assim tornava tudo mais instigante.

As horas passaram e alguém tinha compromissos, porque eu nem imaginava mais pra que serventia tinha o relógio não ser me azucrinar.

Mais uma vez aquela boca foi para seu lado sem nenhuma promessa de retorno e isso queimava todo o carma da minha vida até a sétima geração.

Muitas horas depois… uma voz sussurrava perguntando-me por onde se encontrava meus lábios carnais. E então novamente nos encontramos ao meio daquele mundaréu de gente. Entrelaçada a aqueles braços me vi novamente, desta vez relutante para sair, afinal era o maior contado que havia conseguido até então nesta estação. Mãos na minha cintura e guiou-me pela festa toda, exibindo-me com um breve sorriso nos olhos, enquanto olhares conhecidos e desconhecidos admiravam as minhas belas pernas. Margaritas geladíssimas apareceram pra alegar a noite e matar aquela sede de desejo naquela noite tropicalmente paulistana.

Bailamos, cantamos, sorrimos, divertimo-nos. Todavia nada de lábios se encontrarem. Já estava achando que finalmente havia encontrado meu amigo gay. :S … foi quando ao perceber que eu já estava acima do grau e soltando piscadelas ao redor, pegou em minha mão fortemente e disse:

- Vamos embora?!?

- Pra onde?

- Um lugar mais tranqüilo com menos gente

- Vai ter música?

- Sim, mas não tão alta

- Ah não, você quer acabar com a festa e me levar pra casa, quer dizer PA onde estou alojada, não quero ir, está divertido aqui…

- Linda, quero apenas te levar comigo pra um lugar mais calmo…

- Promete então que vai ficar lá comigo até eu dormir!?

E sorrindo foi me puxando até o caixa sussurrando “Prometo, prometo, linda”

Parei… empaquei que nem mula velha no caminho:

- Não, não, não… não confio em você, nas tuas promessas e agora também não é hora desse tipo de pa-po(manja bêbado falando silabicamente?!)… vai você que me viro de táxi.

- Tem certeza?

Depois dessa pergunta mais do que nunca, pensei…

- Tenho… xau! – dei-lhe um beijo suave no canto de sua boca soltando de sua mão, virei-me e voltei pra dançar.

Embasbacado ele ficou ali por alguns minutos pensativo meio nocauteado ou com o beijo, com as palavras ou com a atitude, e após se recompor foi em minha direção pegando minha mão sem permissão, puxando-me pelo salão dizendo “Agora você vem comigo!”, enquanto eu dizia ao segurança “O moço está me raptando!” e com sorriso nos lábios o rapaz somente abanou a cabeça com um olhar “Então aproveite!”. Arredia eu cantarolava sendo arrastada “Não vô, não posso, não quero!”, enquanto as pessoas riam de toda aquela cena de novela mexicana…

Já na porta do carro, tomei consciência de mim e séria disse olhando em seus olhos que não iria embora com ele do mesmo modo que não havia vido com ele mesmo, enquanto sorrindo ele segurava a porta do carro aberta.

- Para de dengo e entra no carro linda. (só pra me enlouquecer mais ainda)…

- Não é dengo, eu simplesmente não vou com você papa-léguas. Você fugiu de mim todos estes dias e agora sou eu quem vou dizer bibi.

Ambos caímos no riso, uma gargalhada espontaneamente simultânea que sentamos no chão pra recuperarmos. Bom, eu sentaria de qual jeito, não agüentava mais meus tornozelos…

Desajeitado tentando me ajudar a levantar dizia:

- Vamos embora linda, comemos algo, conversamos um pouco e deixo você na casa da sua… – e neste instante cansada de blábláblá calei sua boca com um dedo ainda rindo de toda aquela bizarrice.

- Só vou com você a qualquer lugar dessa tal de São Paulo maluca após uma promessa.

Ele já cansado, tomou o ar e teve forças pra perguntar:

- Qual?

E com uma cara faceira deslizei meu dedo de sua boca, enquanto recompunha meu tornozelo, até seu queixo e lhe roubo o mais doce beijo. Desta vez certeiro.

- Pronto, agora você pode me levar.

E ele ainda meio zonzo, responde perguntando:

- Vamos?! Pra onde?!

Ao contrario do que imaginava nossa primeira parada foi uma padoca, e não se vende camisinha na padoca, ao menos nessa não…

Lanchamos, papeamos, seus olhos vidraram em meus lábios, e aquelas margaritas iniciaram sua fase de relaxamento corporal. Quando estava prestes a cochilar, eis que ele levanta e me guiando pela cintura me diz: “let´s GO babe!” com um simples olhar Maquiavel: “meu pai do rock, o que havia naquele sanduba?!?”

Sentados no carro ele me perguntava:

- Aonde quer ir agora?!

- Dormir seria uma ótima opção, pena que não teria a sua companhia, já que você tem problemas com isso, você não gost5aria de dormir comigo, gostaria?

E num olhar maroto responde questionando:”- Dormir com você? Hum… Onde?

- Numa cama?!? – piscadela

- Mas você quer dormir dormir?!?

- Sim aquela tequila toda me deixou tão relax agora, mas adoraria que você me fizesse cafuné, assim dormiria logo e você poderia ir pra casa…

- Ok (desaminado brotou), mas então você quer voltar pra casa da sua amiga?

- Não… ETA muito longe não está?! Pode me deixar em qualquer outro lugar que tenha uma cama… – piscadela

Confuso totalmente ele ainda questiona:

- Mas você quer que eu vá junto ou só deixe você num quarto?

Santo pai do rock Zé?!, e colocando minha mão sobre sua perna, gritante que é lógico que você vai entrar junto, NE Zé?!

Então ele abriu aquele sorriso babacamente amarelo gema de ovo.

Entramos no recinto, e minha bexiga estava explodindo… e assim que ela permitiu, entrelacei naquele corpo todo de santo cristo, parecia até pecado tamanho foi o trabalho que deu mas valeu e muito a pena a recompensa. Milhões de fogos de artifício após o final da opera de 3 atos.

Exaustos e jogados na cama, roçava meus dedos naquele peito quando iniciou um papo estranho inexo…

- Linda, acho que eu já te disse isso, mas melhor repetir, não sou muito bom em relacionamentos…

- Amizade é um relacionamento e você até agora tem se dado muito bem.

- Você é bem espertinha e sabe o que estou querendo dizer… eu… [ e novamente meu indicador interrompe aquele longo monologo que viria cheio de blábláblás pós única noite de coito]

- Não se preocupe Zé, falei-te desde o inicio que seriam 11 minutos, e não tenho a mínima pretensão de me envolver contigo, até mesmo porque você tem requisitos básicos que ligam meu sinal de alerta para eu me afastar logo que o dia raiar.

Pensativo ele questiona: – Como assim?!?

E deslizando minha unha vermelha sobre seu peito, enumero:

- Primeiro você é bonito o que pressupõe -se que dá muito trabalho e sou preguiçosa. Segundo, você mora em São Paulo, são 170 km, além de preguiçosa, não acredito em relacionamentos a distancia. Terceiro, você é músico e ainda acho que não tenho segurança emocional suficiente para agüentar isso, sendo assim torna-se apenas 11 minutos de uma noite de abril.

Imediatamente o sorriso em seu lábio fecha-se e uma testa enrugada aparece… pensativo por alguns minutos dispara:

- Você não insistiria em mim por que sou músico? Puta preconceito! … Você acha que isso é vagabundagem!?

- Pá pá pá pá ra! Não falei nada disso

- Pensou

- Meu pai do rock, como você gosta de pa-po. Qual alucinógeno você tomou?!? Eu nunca deixaria de ficar com você por que você é musico, afinal se não fosse esse mero detalhe nunca nos teríamos nos conhecidos, não é?! O fato de você ser músico por si só já um atrativo de mulheres, ainda por cima você é lindo e simpático, pronto perfeito pra enlouquecer minha segurança emocional insegura, sacou?! Eu sofreria demais e de nada valeria já que deixou claro há poucos instantes que você não é bom em relacionamentos, entrelinhas: não quero um relacionamento com você e eu entendi e estou tentando me defender… ufa!

- Não foi bem isso que quis dizer…

- Mas foi o que você disse e me deixou entender, e já tô cansada desse pa-po de como será o amanhã… foi ótimo tudo até agora, please não estrague, melhor você ir embora que depois que eu acordar eu pego um táxi.

- Mas Li…

- Por favor Zé, não estrague tuuuudo!!!

Segurei sua nuca, puxei suavemente seu cabelo e dei-lhe um beijo profundo, virei-me de lado, puxei o lençol e me agarrei ao travesseiro.

Ele não se moveu. Ficou ali deitado olhando o teto e rosnando. Tentava dialogar e eu só sinalizava que era pra ele parar.

E no meio daquele rosnado e do meu dedo levantado sinalizando não, extasiada bêbada e exausta dormi.

E ele permaneceu lá, como fiel escudeiro.

Logo cedo me acordou com um suave beijo no ombro sussurrando meu nome. Ao abrir os olhos não acreditava que ele não havia ido embora, muito menos pude acreditar naquela bandeja de café da manhã ao pé da cama.

Alguém me diz quem é esse homem que mandei embora e estava ali me acordando com café da manhã?!?

Ainda enquanto me deliciava com os croissant ele retomava o bendito pa-po.

- Delicia minha, deixa pra lá, está tudo tão perfeito, vamos deixar rolar, sem regras, promessas, preconceitos…

- Mas era exatamente isso que eu estava tentando te dizer, quando ontem você pontuo fiquei a pensar que não eu não queria pontuar, mas também não queria criar expectativas… apesar de ter problemas com relacionamentos deixe-me tentar deixar rolar…

Sem palavras apenas ferozmente o beijei como resposta, com o coração disparado, meio sem saber se aquilo que escutara era o que queria ouvir…

- Ressalto, disse novamente, não é promessa, apenas não quero muralha…

E mais uma vez calando sua boca beijei incessantemente até ele desistir de tentar parar de completar aquele dialogo, já havia sido dito mais que ambos queríamos ou devíamos escutar…

E no meio do quarto ato eu disse:

222885-1342207

 

- Carpe diem! Que 11 minutos durem o tempo que durar!!!

QUARTA-FEIRA EXTRAORDINÁRIA

Uma semana fora do comum… rotina entediante ficou no esquecimento… extraordinária e imprevisível.

Foi uma literal loucura ir ao show. Duzentos quilômetros de congestionamento, os telefones dos pontos de táxis tocavam incessantemente, os minutos corriam e parecia que nunca mais conseguiríamos ir porque nem Cristo estava a fim de nós levarmos e pegar aquele trânsito. Se com um misero show a cidade fica assim imagina quando for a Copa do Mundo? Qual seria um adjetivo maior que caótico?!?

Finalmente uma alma pura e caridosa(Santa Claudia) resolveu nos levar diante de tamanho desespero. E correndo pelo Morumba, chegamos causando 20 minutos do Bono e sua comitiva entrarem em campo. ufa!

Foi extasiante, mal me movi entorpecida e hipnotizada por aquela energia que emanava daquele palco. Não si se merecia estar ali, talvez merecesse estar no Red. Zone… hahaha!

O celular não tinha sinal e não conseguia comunicar-me com ninguém externo a aquele outro mundo.

Após o show minha dose de adrenalina espantosamente foi a zero e já não tinha energias para manter-me sobre meus tornozelos, caminhar, falar, pensar, discar…

Finalmente um contato, e um ponto de encontro marcado.

Sem energias me arrastei até lá… mas ao ver aquele moreno de quase 1,80m com barba por fazer cabisbaixo, de repente não mais que de repente meu ADPs e ATPs se multiplicaram e minha adrenalina se recompôs rapidinho… e em sua direção praticamente maratonei em segundos, dessa vez mais rápida que o próprio papa-léguas.

E de frente a ele não sabia como reagir. Então aqueles olhos adentraram os meus e suas mãos entrelaçaram minha cintura me puxando ao encontro do seu peito num caloroso abraço de reconhecimento: sim era ele mesmo.

E por uma eternidade de segundos ficamos abraçados, unificados. Meu coração comportava-se numa batida louca de explosão impossível de controlá-lo e senti-lo, e ele propositalmente apertava-me mais e mais forte contra o seu peito como se precisasse daquela batucada para respirar. Levantou-me metros do chão, rodopiou-me lentamente na velocidade da luz, deu-me um doce beijo quase na nuca, sorriu e sussurrou suspirando: finalmente!

Ao abrir os olhos já não sabia mais onde eu estava, parecia que tinha ido às estrelas e voltado caindo em pé dentro de uma piscina de bolinhas.

Conversamos o suficiente para concluirmos que precisávamos ir embora, ele cansado de trabalho, eu exausta de tamanhas emoções.

Ele nos levou. E na hora de descer, faltaram-me tornozelos pra me tirar de dentro daquele fusca. Não sabia se seguia meu desejo, minha vontade, meu tesão, meu coração, meu sono… como não houve um pedido mais convincente que meu sono, fui pisando em ovos pra um colchão qualquer.

Dia seguinte nova maratona aguardava-me. Não sabia aonde dormiria, muito menos se tudo ate então não passara de um sonho extraordinário.

ABRAO_~1

CARTAS…

Depois de alguns meses com aquele peso nas costas, acordou e resolveu que aquilo precisava sair de dentro dela… não agüentava mais acordar todos os dias com aqueles  pesadelos, lembranças e uma culpa que não pertencia a ela…

pensando

…fui sim rotulada seja lá por quem, você ou essa hipócrita que você chama de namorada.

Desculpe-me, mas você me julgou pelos olhos de outra pessoa mesmo já tendo olhado dentro dos meus olhos e visto que não sou do tipo que vai cutucar ALGUÉM.

Você há de convir comigo que se alguém tivesse que ter sido rotulado, julgado e condenado, esse alguém era você babe. Num dia você me mandou embora da sua vida, no dia seguinte foi o ser mais doce. Falou comigo um dia antes como se tudo estivesse bem, não só um dia antes de conhecê-la(é pode me agradecer, viajar naquele momento fez vocês se conhecerem) mas depois quando te liguei e você mantivesse como se nada tivesse mudado.

Você imagina como fiquei ao ver você subindo a rua de mãos dadas com outra?!? Sorry, mas o cretino dessa história toda foi você. Para quem disse que estava tentando ser cafajeste você aprendeu direitinho e na velocidade da luz. (Será que sua bela namorada se colocou neste meu lugar alguma vez??? Creio que não, né?)

Bom já tendo de digerir isso sem poder ir esmurrar sua cara de pau, você quer dizer que não podia me expressar no meu próprio espaço? Não fui mandar scrap pra ninguém: nem a você e nem a ela, que eu me lembre a não ser que tive uma amnésia… Escrevi, desabafei sim no meu Orkut, nas minhas fotos, nos meus scraps, no meu facebook, no meu twitter, no meu blog… que já existiam antes de vocês existirem. Se fui visitar pagina de alguém na internet foi por curiosidade, mas não me acusem de coisas que não fiz… desculpe-me mas não vou entrar na loucura da sua namorada, sou muito bem resolvida nisso. Não mando mensagens ameaçando as pessoas e nem estrago a noite de outras por coisas que imagino na “minha mente mesquinha”. Eu estava na minha, curtindo a banda dos meus amigos, quando alguém que conhecia veio me dizer que não podia ser mais minha amiga porque uma pessoa descontrolada estava tendo um ataque de ciúmes. Babe, eu chorei na balada por imaginar que estava causando uma briga de casal, por achar que tinha feito algo que não percebi e tivesse causado a discórdia. Da maneira como vieram me apontar o dedo, parecia que tinha tentado te agarrar naquele lugar, quando o que mais fiz foi fugir de cruzar com vocês. Desculpe-me, mas será que neste momento sua namorada egocêntrica se pôs no meu lugar?!

Não pude cumprimentar amigos nossos em comum por causa dela. Eu a respeitei, mas ela fez o que? Mandou à amiga tirar satisfações comigo, depois me mandou uma mensagem ameaçadora… poupe-me de hipocrisia de pedir para me colocar no lugar de alguém egoísta… mesmo porque babe sou muito diferente dela, não procuro pelo em ovo, não xereteio celulares, não me importo com mensagens, quando tenho certeza de quem me escolheu para estar ao lado está realmente do meu lado. Então babe, não entendo a loucura dela, não me coloco no lugar dela, porque nunca pensei como ela… meu louco jeito de ver e viver a vida é simples, só não gosto de ser condenada quando não sou culpada… apesar de que sou ré confessa em uma mensagem que te enviei no celular mas ingenuamente sem nunca imaginar que pudesse cair em olhos errados. E por isso sim peço desculpas, do meu momento de carência… Do resto honey, se nenhum de vocês dois fossem ao meu espaço jamais saberiam o que fazia ou não da minha vida, como estava lidando ou não com meu sentimento… acho que tive a elegância do comportamento de não invadir o espaço de ninguém, não sai do meu quadrado… ou será que tô maluca?!?

Bom… eu continuo tendo um imenso carinho por você assim como tenho pelas pessoas que considero importantes que passaram na minha vida. Não existe ninguém que tire isso de mim, mesmo com estas turbulências quando gosto de alguém quero que seja feliz, independente das suas estranhas escolhas.

Sorry babe, mas acho que precisava desse contato para aliviar meu coração… não planejei me apaixonar por você, assim como não imaginei que fosse tão dolorido te esquecer, ignorando sua existência, porque incrivelmente todas as pessoas que mandei ou me mandaram embora ainda continuaram e continuam na minha vida de uma maneira muito bem resolvida, porque o que tivemos foi nosso e ninguém poderá mesmo que em sua mesquinhez queira tirar isso de nós. Muito contraditório não viver isso com o único que desde o principio me pediu uma relação afeição eterna independente dos acontecimentos.

Todavia as pessoas mudam de caráter, de jeito, de cabelo, de modo de pensar, de agir, de cantar, de dançar, de falar, de olhar, de ouvir, de enxergar, até mesmo de beijar… E nós simples mortais humanos temos o problema de queremos que tudo dure para sempre, quando a essência da vida é a mudança. A mudança é a lei da vida. As coisas mudam, muitas vezes para melhor ou também para pior. Somos obrigados a aceitar isso e conviver.

Sendo assim, há tempos já aceitei sua escolha, sua mudança, segui em frente com muito sofrimento confesso(por que mentir pra você?), mas nunca me deixei aceitar o rotulo hiperbólico que sua namorada me colocou, e você e seus amigos acataram. Foi e é injusto. E do fundo do meu coração espero que ela cresça e domine seu próprio espaço sem sentir mais ameaçada por fantasmas que ela mesma constrói para destruí-la. Se é ela que irá fazê-lo feliz ela precisa se auto resolver e na velocidade da luz, você pode até amá-la muito mas não teria paciência para suportara esperar muito tempo.

Espero que você esteja bem e que o seus projetos entrado em ação.

E não se preocupe eu estou “boazinha”, só preciso de uma coluna de aço. hahahaha

 

……………

CONTO DE FADAS??? HAHAHAHA

“Eu, diferente de muitas, não quero um amor de filme, pois sei que ele duraria apenas 2 horas”

Eu sempre soube que príncipe encantado não existia.

Não, sempre não.

Na verdade, sou obrigada a confessar que já acreditei em contos de fadas. Principalmente, aqueles que minha mãe lia ao pé da minha cama, que hoje percebo, eram interpretados sem que ela me fitasse os olhos. Ela lia, e eu ali, ficava tentando imaginar as cenas, fantasiava, viajava, recriava, questionava, mas adormecia em paz. Afinal, sempre tinham finais felizes.

Pensando bem, acho que aquele momento também era muito importante para ela. Era o momento em que ela resgatava e fazia alguém acreditar no que ela acreditara um dia. Mas, se nossos olhos se cruzassem, eu, mesmo em minha pouca idade, perceberia o apelo em seu olhar pra que não levasse tudo aquilo tão a sério.

Não. Eu não estou desiludida. O tempo foi passando, e eu mesma pude criar, recriar e desmitificar meus próprios contos de fadas.

Hoje, eu não espero mais um príncipe montado em seu cavalo branco, ou que me beije os lábios depois da bruxa má ter me feito comer uma maçã envenenada.

Hoje não perco mais horas de sono a imaginar castelos, jardins suspensos, magias e encantamentos.

Hoje eu apenas quero alguém que me cale a boca com um beijo quando meu silêncio grita e se torna um abismo intransponível entre dois seres que se amam. Eu só quero alguém que compartilhe da minha vida, tente entender a minha alma inquieta, que sacie meu fogo quando estiver aceso, que o acenda quando estiver em brasa, que se deixe acender quando meu corpo se torna incendiário, e que fique assim, agarradinho a mim, até que meu coração volte ao compasso, e a minha respiração desacelere em um sono profundo, protegido pelo aconchego de um abraço que continua ali, bem ao alcance das minhas mãos.

Não precisa ser alguém que goste de tudo que eu gosto. Eu só quero alguém que sinta prazer em estar ao meu lado, simplesmente por estar ao meu lado. Seja na praia ou em uma cidade do interior, seja em uma boate ou em uma estrada deserta, seja no futebol ou naquele almoço de domingo na casa da avó. Porque amar é isso. É troca. E troca é renúncia. Não uma renúncia sofrida ou nociva, mas uma renúncia consciente e tranqüila, unicamente por saber que a pessoa amada está feliz.

É isso aí. É isso que eu quero. Alguém que brinque, que vibre, que sorri da vida, que brigue, que perdoa, que me faça perdoar, que desorganize o meu mundo, mas não volte a reorganizá-lo somente no dia seguinte. É isso que eu quero. Alguém que não tenha medo de se apaixonar e que não se intimide com os ridículos do amor.

Não sou perfeita. Não tenho pretensão de o ser.

Tenho em mim quase todas as qualidades do mundo, assim como quase todos os defeitos também, inclusive, a ingenuidade de querer ainda imaginar que tudo isso não se trata, da mesma forma, de um conto de fadas.

É que de vez em quando eu me recuso a crescer, e está me fazendo falta aquela época em que eu acreditava que "eles se casaram e viveram felizes para sempre"!

 

velhos

RESSACA

ressaca

Mais uma vez, e lá estava ela… o gosto de cabo de guarda-chuva e sapato velho na boca. Os olhos, que se abriam com dificuldade, latejavam com a luz que entrava pela janela.

Havia esquecido as cortinas abertas na noite anterior, da qual pouco se lembrava. Também não se lembrava de como havia chegado ao seu quarto.

A figura masculina sentada no chão e debruçada a seus pés, disputando o espaço com o gordo e peludo gato, parecia sonhar. De sua imagem havia uma vaga e tênue lembrança, não sabia se da noite anterior ou de longas datas.

A ressaca ainda estava forte. Esfregou os olhos para tentar enxergar melhor. Se aproximou para conseguir definir melhor suas feições. Era tão jovem quanto ela, talvez um pouco mais velho. Sua pele bronzeada mostrava que gostava de sol. Pelos músculos do braço que apareciam por sob a camiseta, provavelmente praticava algum esporte ao sol. Surfista talvez?

Os cabelos escuros e cacheados confirmavam a suspeita pelas pontas queimadas e um pouco ressecadas pela água do mar. A luz bateu forte em seus olhos, e ela desviou um momento sua atenção para olhar pela janela.

Era verdade, seu apartamento era em frente à praia. Se voltou ao objeto de estudo. A boca, entreaberta num quase sorriso, mostrava dentes perfeitos. Devia haver algum defeito neles, ou era buscada a perfeição, pois conseguiu ver que usavam um daqueles aparelhos. A boca se fechou.

Foi obrigada a olhar o restante do rosto. O nariz parecia bem escolhido e proporcional ao rosto, colocado perfeitamente. A boca permanecia fechada.

Sua cabeça latejou, ressaca.

Lembrou-se das doses de vodca. Levou sua mão à cabeça e olhou para a dele. Havia um sulco em suas têmporas.

Apenas um sulco ou hastes de óculos?

Olhou em volta, e novamente para o rosto. Eram hastes. Na mesa havia óculos que não eram seus, pois só usava os escuros, para esconder o restinho da ressaca que teimava em não passar. Naquele rosto, na base do nariz, também haviam marcas de quem constantemente necessitava deles para auxiliá-lo. A boca não se abria.

Que fixação pela boca Deus do Céu!!!!

Devia ser a caipirinha.

Os olhos cansados seriam outro sinal dos óculos ou uma noite mal dormida aos pés de sua cama a protegê-la? Um pouco dos dois.

E qual seria a cor deles?

Deviam ser belíssimos, rodeados pelos longos e belos cílios. Seus dedos brincavam no cabelo dele e, sem perceber, lentamente deslizavam pelo rosto, passando suavemente pelos enigmáticos olhos e chegando aos lábios que lhe causava tantas sensações. Seus dedos ficaram parados por um momento e sua mente se esvaziou. Era a amarulla ou o quer que tenha bebido

Seus lábios trocaram de lugar com os dedos, que agora seguravam seu próprio cabelo.

Os olhos misteriosos se abriram. Eram verdes. Como o mar que via de sua janela e que aquele corpo devia se banhar sempre, pois era queimado de sol, assim como os cabelos ressecados.

Os olhos e a boca se abriram num sorriso.

O aparelho só buscava a perfeição, os dentes eram realmente belos.

Ele se apoiou nos cotovelos, elevando um pouco o tronco do contato com a cama e espantando o gato, que fugiu pela porta entreaberta.

A voz que saiu da boca era suave e ao mesmo tempo forte, como o mar que via de sua janela. “Bom dia!”, foi o que ouviu.

Se esqueceu da vodca, caipirinha, tudo o que havia tomado, da ressaca, do gosto de cabo de guarda-chuva e sapato velho na boca, dos olhos que não se abriam, do gato gordo e peludo que fugira.

Só via o rosto queimado de sol, com olhos e voz de mar.

“Bom dia querido!! Obrigada por me trazer de novo!”

BB

Você é o tipo certo de garoto errado.

Decido isso por suas atitudes, por me confundir e as vezes me deixar louca, você sabe o jeito certo de me deixar transtornada, preocupada.. pra você, sou como um controle remoto que você muda de canal a hora que quiser, aumenta ou abaixa o volume, você me domina de um jeito que não sei explicar, você me faz chorar, me faz sorrir, mas mesmo assim tudo que quero é estar ao seu lado, mesmo cansada de suas mentiras, ainda continuo acreditando em todas elas.

Se eu tivesse duas escolhas, entre ficar com você ou com quem gostasse de mim de verdade, com certeza escolheria você, estou completamente obcecada por você.

Queria ter forças o suficiente para não falar com você, ou talvez até falar, apenas para dizer adeus, e te mandar ir pra bem longe.. mas sou tão fraca, ao ponto de não conseguir falar nem se quer uma palavra que possa te magoar.

Se hoje, você estivesse em meu lugar e sentisse o que sentia, jamais mentiria pra mim novamente, aliás apenas ficaria ao meu lado em um momento chamado sempre, a dor que senti me deixou louca, ao ponto de não ter vontade de fazer absolutamente nada; ou eu ficava num quarto escuro isolada, ou você vinha logo abraçava-me e me pedia desculpas por tudo.

Mas, como as desculpas dependem de você e não de mim, tenho que me contentar com a dor de abraçar a solidão num quarto escuro.

AMIZADE 12 ANOS

Amizades nunca acabam.

Por mais que você fique um tempo longe, uma coisa nunca fica longe do seu coração: Os melhores momentos juntos.

E são estes momentos que fazem daquela pessoa uma companhia agradável sempre em qualquer situação.

São a estas pessoas que chamamos de amigos que recorremos quando tudo parece não dar certo, porque inexplicavelmente parece como se os 4 anos que ficaram se se falar não tivessem passado. como se ainda estivéssemos tomando “First One” sentadas no carro rindo e com dor de cabeça.

É uma sincronicidade rara. É uma afinidade independente.

Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois.

A afinidade não é o mais brilhante dos sentimentos. É sutil, delicado e penetrante. é o mais independente.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. É ter perdas semelhantes e iguais esperanças.

Não importa o tempo, a ausência, as distâncias, as impossibilidades, quando ela existe, qualquer reencontro retoma a conversa no exato ponto em que foi interrompido. sem lamentações sobre o tempo de separação, porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas e ou tiradas pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. Para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.

Afinidade é não haver tempo mediando a vida.

Ela não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.

Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. E “sentir com” é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. Basta olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, jamais explicar: apenas afirmar. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas.

E hoje passei uma noite sensacionantemente fantástica com uma grande amiga que apesar de ter que me escutar tagarelar a noite toda, quando quem precisava tagarelar eloquentemente era ela, acho eu… mas quando me dei conta disso já era meio tarde… (falo que tô numa fase egoísta ninguém me ouve)

O importante é que nos divertimos como se fossem todos esses 12 anos fossem ininterruptos, sem namorados, sem intrigas, sem mal entendidos, sem quilômetros… e sabe como é um 12 anos é sempre muito bom…

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- Ich liebe dich Minha Franzoca!

…E ano que vem Salvador nos aguarda… eu espero que você cumpra sua promessa hein!??!

PODEROSA

“Sex appeal é 50% o que você tem e 50% o que as pessoas acham que você tem.”

(Sophia Loren)

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Uma mulher poderosa é amável porém decidida. Nunca se mata só para impressionar alguém.

Ela é gentil, mas firme. Diz clara e serenamente a sua verdade e ouve a dos outros. Ela afirma seu desejo, mas é capaz de negociar e até de abrir mão de determinadas questões para manter o equilíbrio do relacionamento.

Ela sabe quem é, conhece seus pontos fortes e fracos e gosta da própria companhia.

Ela não abre mão da sua vida e se recusa a correr atrás de um homem, por mais que se sinta atraída por ele. Ela não permite que ninguém tenha controle total sobre ela e sabe se defender quando os outros passam dos limites.

A mulher poderosa sabe o que quer, mas não aceita ser desrespeitada para alcançar seus objetivos.

Contudo, é capaz de fazer concessões que não a violentam e que são importantes para a harmonia do relacionamento.

Por livre escolha.

Ela usa a feminilidade a seu favor. O que não significa que tire vantagem dos outros, pois ela joga limpo e preza antes de tudo a verdade.

Ela não se deixa arrastar por fantasias românticas e sabe onde está pisando, o que a torna capaz de tomar as melhores decisões para a própria vida.

A mulher poderosa possui presença de espírito.

Consegue manter o equilíbrio quando está sendo pressionada. Não faz exagerada e cegamente concessões para manter o homem ao seu lado, com sua presença de espírito sabe o momento certo de bater em retirada. Afinal a ânsia de agradar diminuem o respeito que o homem tem pela mulher e acabam com a atração que inicialmente os aproximou.

Os homens precisam de um desafio mental.

Os homens, em geral, não se sentem desafiados quando se vêem diante de uma mulher que não mede sacrifícios para conquistá-los. Elas não oferecem o desafio mental que os homens
procuram. E assim, elas erram ao imaginar que, se tiverem doutorado, se souberem defender suas idéias em uma discussão sobre política internacional ou se entenderem de investimentos, serão naturalmente capazes de oferecer um estímulo mental ao homem.

O desafio mental tem muito mais a ver com a atitude do que com a conversa. Geralmente, a mulher que se faz respeitar e que demonstra não ter medo de viver sozinha constitui um desafio mental muito mais instigante.

Os homens gostam quando uma mulher tem opinião própria e a defende com firmeza.

Ela é aquela mulher que descobriu que um pouco de irreverência é necessário para que se tenha algum nível de auto-estima. Não irreverência com as pessoas, mas com o que elas pensam.

E assim ela se destaca porque pensa com a própria cabeça em um mundo que ainda ensina as mulheres a olhar ao redor para descobrir qual é a opinião dos outros. É uma mulher que busca o próprio desejo em vez de responder sempre às expectativas externas.

As mulheres que se relacionam bem com os homens possuem essas sutis qualidades: senso de humor e uma aura transmitidora de que “Eu estou pilotando esse avião. Eu decido quando aterrissamos e quando levantamos vôo. Mas estou sempre aberta a negociar”.

Essa mulher tem segurança para agir de acordo com o que acha melhor para ela e tem uma postura que demonstra que se ela está com alguém é porque optou por isso.

Um homem sempre vai desejar o que não pode ter. Quando uma mulher se mostra desinteressada, conquistar o amor dela passa a ser um desafio. É possível que no início o homem procure deixar a mulher insegura. Mas, se ela mantém o seu nível de dignidade e auto-estima, de repente a dinâmica muda e aquele cara que tinha horror a relacionamentos começa a sonhar em tê-la como companheira. Mas, se ela cede imediatamente, ele não vai lhe dar o mesmo valor.

A mulher poderosa não perde tempo refinando as habilidades indispensáveis para “agarrar um marido”. Nas primeiras vezes que sai com um homem, ao invés de excedem-se em atender todos os desejos de seus parceiros – os expressos e os que elas imaginam – que eles se habituam a apenas receber, ela se concentra simplesmente em ser boa companhia, transmitindo a mensagem: “Eu tenho valor.”Sienna_Miller

Quando ele a elogia, ela agradece e não tenta convencê-lo de que está enganado.

Ela não compete com outras mulheres.

Não perde tempo se esforçando para atrair um homem sexualmente, afinal a coisa mais fácil que existe é deixar um homem excitado, pois sabe que isso não gera relacionamentos duradouros.

Ela sabe que homens de qualidade são atraídos por menos, não por mais. Atitudes discretas são mais estimulantes do que grandes exibições. Discrição não significa falta de beleza ou ausência de uma pitada de provocação.

Ela credita piamente que se vender a alma para manter um relacionamento, vai ter que pagar a conta depois. E ela não quer muito menos precisa. Afinal ELA TEM BOROGODÓ!

Borogodó significa “atrativo pessoal irresistível”, aquele algo especial que não se sabe bem descrever. Que qualidade é essa? É a da mulher segura de si, que se sente confortável na própria pele e que dificilmente alguém consegue perturbar. E se consegue, ela administra bem a perturbação. Isso não tem nada a ver com aparência. Há inúmeras mulheres
belíssimas que são dispensadas todos os dias. Também não se trata simplesmente de inteligência. Mulheres de todos os tipos, das mais brilhantes àquelas com um QI mediano,
podem fazer ou não sucesso. O segredo está no fascínio e mistério que ela evoca.

Fascínio e mistério provavelmente destacado por simplesmente não está disposta a abrir mão de si mesma. Se tiver que escolher for entre ter dignidade e ter um relacionamento, ela prioriza a dignidade acima de tudo.

É aquela que estabelece as próprias regras, que se sente confiante, livre e satisfeita com ela mesma. É ela mesma em qualquer ambiente ou situação.

RESUMINDO:

Ela mantém a própria independência. Gosta do que faz e da capacidade de se sustentar com seu trabalho.

De maneira alguma corre atrás do homem. A lua, o sol e as estrelas não giram em torno dele. Ele não é o centro do Universo.

Ela é misteriosa. Existe uma diferença entre ser verdadeira e dizer tudo o que sente. E escolhe o que quer revelar e tem um universo próprio. Nesse sentido, ela é imprevisível e desperta a curiosidade.

Ela deixa espaço para que ele sinta saudade. Não o vê todas as noites, não deixa longas mensagens em sua caixa postal nem se torna íntima da secretária dele logo após o primeiro encontro. Os homens gostam de sentir falta da mulher – isso os estimula.

Procura resolver os próprios problemas, não despejando sobre ele suas preocupações, buscando outros recursos, e, se acha conveniente, divide com ele as questões resolvidas.

Procura acalmar-se antes de conversar. Ela mantém o controle. Ela vai devagar, principalmente quando ele tem pressa. Move-se no próprio ritmo, e não no dele, evitando que ele assuma o controle sobre ela.

Não perde nunca o senso de humor. O senso de humor dá leveza à relação e demonstra seu desprendimento.  Entretanto, ela é capaz de tratar com seriedade qualquer questão que ele levante.

Sienna Miller Ela se valoriza acima de tudo. Tem paixão por outras coisas além dele. Uma mulher com múltiplos interesses é muito mais fascinante do que aquela cujo único foco parece ser o homem. Tem vida própria e independente, e sendo assim pode trocar experiências.

Ela trata o próprio corpo com gosto e entusiasmo.

A auto-estima e o respeito de uma pessoa por si mesma se refletem na aparência física.

Nunca deixará de usar batom vermelho porque ele não gosta dessa cor. Também não abrirá mão de se cuidar só para ficar mais tempo com ele.

Mesmo porque um homem que não deseja que a mulher se cuide não merece qualquer atenção. Então fuja dele agora!

APRESENTAÇÃO AO ESTRANHO PRÓXIMO

Dez de julho de mil novecentos e oitenta, um dia após a morte de um grande poeta Vinicius de Moraes, numa cidade do interior paulista, Piracicaba, lugar onde o peixe pára conhecida pela famosa pamonha e pinga, às 08h40minh dá-se o primeiro suspiro de uma bela e perfeita menina branquinha como a neve de cabelos negros abundantes, com os olhos faiscantes de neon que iluminaram todo aquele centro cirúrgico.

Nasceu inocentemente sorrindo. Mal sabia que já estava marcada na sua saga dos teus tantos e poucos quilos a predestinação de ser uma lutadora. Signo de Câncer, ascendente em Leão, pronto estava traçado aquele perfil. Aquele destino.

E a partir de então começou a farra, sempre cheio de mimos por todos os lados. Tudo era um acontecimento na residência daquelas mulheres: o primeiro banho, a primeira fralda, a primeira foto, a primeira mamada, a primeira risada, o primeiro arroto, o primeiro bico, a primeira careta, o primeiro abrir mãos, a descoberto do primeiro pé, a primeira chuquinha, o primeiro “tetê”, a primeira papinha, o primeiro engatinho, o primeiro tombo, a primeira gracinha, a primeira dancinha, o primeiro passo, a primeira monossílaba, o primeiro dentinho, a primeira palavra…

Os anos se passaram e o lindo botão gracioso desabrochou sempre sorridente atraindo olhares por onde passava ou por sua cor de pele exoticamente leite, ou pelos olhos esbugalhadamente azuis inebriantes ou pela cara faceira que abriam sorrisos e conquistava amizades.

As tarde de domingo eram para se passear na praça central, andar de trenzinho, estourar bombinhas e correr pelos pombos, tomar garapa gelada com limão e abacaxi, comer pipoca da doce misturada com a salgada, comprar gibi novo da Turma da Mônica, e ir embora conversando com a mamãe.

Nas noites de verão, passear de bicicleta pela praça do bairro, tomar caldo de cana, brincar com a garotada da quadra, cantarolar pelo jardim da vovó. Antes de dormir, ouvir histórias da Turma da Mônica.

Tímida em essência, quando foi à pré-escola ingenuamente liderava e organizava as brincadeiras. Chegou até a fazer cena só para conseguir lugar de destaque no desfile da pátria.

Ao iniciar a sua vida escolar de primeiro grau descobriu o sentimento de frustração, pois não gostava da professora neurótica tagarela que não sabia ensinar somente gritar: “fica quieta menina!”, só porque ela era distraída e sorridente demais.

Assustada, descobriu que tudo melhorava quando podia olhar para a carteira do lado e rir com os novos companheiros de longos próximos 8 anos.

No final do ginásio, a bela garota dos olhos percebeu uma nuvem negra embaçando sua visão deturbada do mundo que não era tão bom, que todas as pessoas não são tão felizes e boas, que brincadeiras nem sempre eram agradáveis, que não importa o quanto você se importe as pessoas não se importam com o que a ação é capaz de causar uma reação traumatizante no decorrer da vida.

Desse modo, aos 13 anos, precocemente, ou tarde demais, descobriu o sabor da desilusão, da mágoa, da raiva e da incapacidade de perdoar.

E então nasce o PATINHO FEIO.

Fim de uma nova era. Início de uma nova etapa.

Colegial: um mundo novo, sendo feita sua digníssima vontade e contrariando a todos foi matricular-se em um colégio técnico de pessoas totalmente desconhecidas, estranhas e esquisitas. Ideal lugar para iniciar uma nova vida, ser uma nova garota.

A primeira vista, sentiu-se bem, afinal ninguém mais lhe cobrava pertencer a aquele estereótipo de filhinha de papai de bairro e freqüentadora de clube da cidade. O up era não ter estereótipo algum. Abstinência de identidade para criação de uma nova.

E neste ambiente passou os melhores anos de sua vida. Conheceu os melhores amigos. Sentiu se por alguns míseros momentos especial. Vale ressaltar: ALGUNS. Afinal sua essência já havia sido ferida e seria difícil reverter àquela altura do campeonato sem seqüelas.

Fazia processamento de dados no inicio da colonização cibernética, todavia não era aquilo que sonhava trabalhar para o resto de sua vida.

Então, ao fim do curso técnico, veio em sua mente uma imagem nítida de uma visita que fizera com a escola a Faculdade de Odontologia da cidade, e um slide a intrigou fazendo os olhos brilharem ao ver aquela boca com tanto problemas. Eureca! Era aquilo que queria curar aquele sorriso.

Iniciaram-se três longos anos de cursinho pré vestibular, com apostilas, livros, aulas extras, sábado de simulados, mas que valeram à pena. Nesta fase além de aprender realmente física e concordância verbal, deixou de ser uma alucinada que acreditava na manipulação da mídia, e interessou mais por história e política.

E em fevereiro o seu concorrente mais leal ligou as 7 da matina para informar que seu nome era o décimo da lista de espera da UNICAMP. Era certo que tinha acabado de entrar. Lista da USP saiu e a 44º era o nome daquela garota. Posteriormente estava na lista da UNESP e EFOA.

Comemoração curta.

A UNICAMP foi à opção de escolha. Viveu dias de sol e de tempestades, mas ao atender o primeiro sorriso, tudo valeu à pena. No dia três de fevereiro de dois mil e seis estava recebendo o tão desejado canudo e com ele a habilitação para decidir e intervir na vida das pessoas e assim foi acrescentando um DRA em frente ao seu nome. Agora seria conhecida pela posteridade como Dra Aline Zancheta.

Na semana seguinte aquela recém formada estava trabalhando em uma clínica semi-popular no centro da cidade. Com sua sinceridade e simpatia, conquistou pacientes facilmente e em três meses sua agenda era lotada. Em seis meses trabalhava de segunda a sábado. Todavia quem trabalha muito não vê muito a cor do dinheiro, ganha apenas muita experiência e perde o medo dos desafios muito às vezes executado pela primeira vez na prática.

Mas no ano de dois mil e sete, foi dispensada de um dos empregos e decidiu sair dois outros dois que também não eram grande coisa. Saiu do interior para fazer um curso de atualização na USP na capital, e quando voltou haviam lhe montado um consultório.

Entretanto, sua ânsia por estar sempre na ativa e seu defeito de não saber esperar as moscas trazerem pacientes era para ela desesperador e assim entrou em um quadro de depressão profunda. E foram dois longos anos e muitas medicações para que então aquele pele branquinha com sardas na bochechas e cabelos levemente cacheados criasse forças e saísse do fundo do poço.

Finalmente rendeu-se ao mercado de convênios e afiliou-se a Uniodonto em dois mil e nove, e a partir daí as portas se abriram. Virou a única plantonista noturna, entrou para uma das clínicas de atendimento da Uniodonto, foi convidada a trabalhar no consultório de um amigo numa cidade próxima(Saltinho), e em questão de meses já conseguia ao menos pagar as próprias baladas e alguns custo do próprio consultório.

E então aquela menina-mulher de 1,63m começou a tornar-se gente grande e com isso responsabilidades mil.

Apesar da aparência atraente, inteligência e simpatia, nunca teve muita sorte com relacionamentos amorosos. Diz-se que é uma aventureira, aquela mulher que passara na vida de determinados homens para ficar eternamente na lembrança, ensinara eles a amar para a próxima usufruir. Diz aos quatros ventos que os homens na real nunca se casam com a mulher da sua vida. E desse modo acha-se a mulher especial da vida de todos que a tornaram a cada dia mais especial com seu jeito e seus defeitos. Ela é a estação leveza e libertinagem onde os trens passam deixando um pouco de si e levando muitas lembranças e partes dela.

Aos trinta anos, ainda mora com a mãe leoa num apartamento próprio, possui a vó mais linda e carinhosa do mundo e a tia mais companheira e fiel da galáxia.

Possui um “bocado” de amigos que cada vez mais a fazem-se sentir menos patinho feio. Gosta de MPB, freqüenta show e badalas de rock and roll, tem estilo de roqueira de butique, anda sempre maquiada e com um sorriso no rosto.

Entretanto sente falta de algo. Um sensação de vazio toca seu peito, crescendo a cada dia, tornando a cada dia mais arisca com as pessoas.

Mágoa. Raiva. ódio. Não sabe descrever. Ultimamente tem lhe consumido.

E pergunta não se cala em sua mente tagarela:

- “Por quê?”

Durante toda a vida até o momento que sua madrinha lhe chamou num canto da sala e mostrou-lhe o retrato de seu progenitor não fazia a menor diferença da onde havia vindo o espermatozóide que havia lhe dado o maior presente: a vida. Afinal a vida toda tinha uma família maravilhosa que não podia oferecer-lhe aulas de balé, mas podia compensar com amor, carinho, respeito, admiração e Barbie.

Todavia o silencio ensurdecedor era uma resposta que a atormentava.

E aquela garota-mulher não queria saber o porquê aquele homem havia a rejeitado no útero, virando a esquina e indo embora. Precisava saber como uma pessoa estudada, inteligente, bem sucedida conseguia deitar sua cabeça no travesseiro todas as noites tranquilamente sabendo que possuía um pedaço de si em algum lugar do mundo, sem se perguntar por onde andara aquela menininha em cima da mureta, o que ela se tornou!?

Não entende como a curiosidade passa longe daquela cara sisuda. Seria que aquele homem teria um coração???

E neste momento lágrimas caem do meu rosto não pela rejeição que sinto a cada dia que me lembro desse homem, pela falta irreparável de amor, atenção e até mesmo assistência monetária… não… elas rolam quando me lembro que tenho correndo em minhas veias e artérias o DNA desse rapaz sem um pingo de humanidade e compaixão. Intriga-me saber como o senhor nunca teve necessidade de informações de um pedaço teu.

Bom neste momento devo me apresentar ao senhor responsável por um dos meus cromossomos X:

Meu nome é Aline, poucos me conhecem, mas muitos me analisam. Eu não preciso nem quero ser perfeita. Não gosto de me explicar. São poucas as pessoas pra quem eu me explico. Gosto do impossível. Tenho medo do provável. Rio do ridículo. Choro porque tenho vontade, nem sempre tenho motivo. Tenho um sorriso confiante que às vezes não demonstra o tanto de insegurança há atrás. Sou inconstante e talvez imprevisível(quem não é?!?). Acho graça onde não há sentido. Acho lindo o que não é. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Não gosto de rotina. Não sou do tipo que concorda com tudo. Tenho voz irritantemente aguda. Há dias que falo pra caramba e outros dias que quero ficar quietinha. Fico brava quando acordada, rabugenta quando estou com sono. Sou cheia de manias. Sou teimosa; hipocondríaca; raivosa. Não como cebola. Não imploro afeto. Não sou indiscreta nas minhas relações, mas discreta em meus sentimentos. Tenho medo de altura, elevador e de avenidas com mais de 2 faixas. Idealista, acho que posso mudar o mundo, porém mal consigo mudar os móveis do quarto. Quando acredito em algo ou alguém, vou até o inferno se preciso, chamam a isso de teimosia, eu chamo isso de fé. Gosto das pessoas por egoísmo, na verdade acho que elas se parecem no fundo comigo. Não sou um estereotipo de garota perfeitinha. Não concorro à miss simpatia nem sou adorada por unanimidade. Não tenho paciência com pessoas chatas. Eu sou assim. Nada de meias-palavras. É igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. Todavia um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável e que o comum não nos atrai. Por isso quero continuar pra sempre sendo incomum. Autêntica. Impare. Surreal.

Sou Lilóca uma caipiracicabana apaixonada pela terra natal, ansiosa, Sampa 012autêntica, amorosa, aventureira, brincalhona, bondosa, carinhosa, crente nas pessoas, companheira, crítica, chata, chorona, confiante, conselheira, dramática, desorganizada, determinada, fiel, humilde, humanista, idealista, insegura,  inconstante, imprevisível, irônica, impulsiva, irritada, leal, mãezona, medrosa, mimada, míope, politizada, responsável, risonha, ligeiramente romântica, sarcástica, solidária, sonhadora, sincera, tranqüila… e vivo no mundo encantado de Oliver. Muito Prazer!

Agora vou beber meu uísque cowboy e tentar aliviar-me toda essa coisa inexplicável que habita meu peito, pois nele sim pulsa incessantemente um coração loucamente.

CEGA

Não me subestime, às vezes me faço de cega para enxergar mais longe.

NCanto 25 fev 2011 001

Será que alguém ainda olha por mim?

Não me julgue por não ser igual, pois carrego a verdade no olhar.

Só quero ser o que eu sou, só quero não ter que mentir, pois ainda não encontrei o que eu procuro… eu não me rendo, nem me entrego.

Um dia você me entenderá, ou não, pouco importa, afinal aprendi a maior lição sou egoísta e isso é o que me importa.

E meu egoísmo diz neste exato minuto que sinceramente prefiro alguém por perto que fala mal de mim pelas costas do que alguém que diz que se importa comigo, mas não fez nenhuma manifestação perguntando como eu estava nos últimos tempos escondendo-se em brigas compradas…

Quando realmente gostamos ou sentimos determinada afinidade por alguém a lealdade sempre fala mais alto…

Aonde você estava quando precisei de você?

Você sabe pelo o que passei?

Falsa ou não alguém se importou ligando-me todos os dias, respondendo minhas mensagens, tapando os ouvidos pra escutar a mesmas lamentações…

Não me diga em que se define isso…

Temos conceitos diferentes e definições de amizade ou seja lá o nome disso.

CHEIOS DE DEFEITOS

Eu estava aqui tentando não pensar no seu sorriso, mas me peguei sonhando com sua voz ao pé do ouvido e te liguei.

Encontro-me tão ferida, mas te vejo ai também em carne viva.

Será que não tem jeito?

Esse amor ainda nem nasceu direito, pra morrer assim…

escorpiao Mata-me essa vontade de querer tomar você num gole só.

Dói-me essa lembrança das suas mãos em minhas costas sob o sol da manhã, você já me dizia: conheço bem as suas expressões.

Você já me sorria ao final de todas as minhas canções, Então por que?

Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais. Se você tivesse tido calma pra esperar. Se você quisesse poderia reverter. Se você crescesse e então se desculpasse. Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo…

É que eu não posso mais…

Não vou voltar atrás, raspe dos teus dedos minhas digitais.

Eu não vou voltar atrás, apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço.

Eu não vou, eu não vou voltar atrás, arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos.

FALSIDADE: REAL OU NEURA?!

Muitas vezes as coisas que me pareceram verdadeiras quando comecei a concebê-las tornaram-se falsas quando quis colocá-las sobre o papel. (René Descartes)

ampulheta

Acredito em mim, nas minha capacidades, tenho grandes falhas, grandes defeitos, más características que fazem as minhas capacidades não se mostrarem em todo o seu potencial mas o mais importante é que acredito em mim, vou conseguir expulsar os fantasmas do passado e os nomes que me rotulam.

O tempo passa e um pouco de tudo aquilo que nós chamávamos de falsidade se transforma em verdade.

Tudo o que foi prazer torna-se um fardo quando não mais o desejamos.

Nossa personalidade é uma invenção dos outros.

Se sonhar um pouco é perigoso, a solução não é sonhar menos, é sonhar mais.

Os dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem.

O que reúne e atrai as pessoas não é a semelhança ou identidade de opiniões, senão a identidade de espírito, a mesma espiritualidade ou maneira de ser e entender a vida.
Teoricamente sabemos que a Terra gira, mas só não percebemos: o solo que pisamos não parece mexer-se e vivemos tranquilos; o mesmo acontece com o tempo de nossa vida.

Nem a contradição é sinal de falsidade nem a falta de contradição é sinal de verdade.

A falsidade não é apenas um fingimento, é também um medo implícito, da simples possibilidade de sua franqueza ser rejeitada por quem a ouve.

Não gosto de ingratidão.

Não gosto de falsidade ou hipocrisia .

Não gosto de gente metida, nem de gente que atua.

Não gosto de gente orgulhosa demais, gente que se acha por seu corpo, por dinheiro…

Não gosto nem sequer de gente burra.

Não gosto de gente que se cala, de pessoas que tem medo de viver, nem daqueles que não prestam atenção nos outros, ou que se acham o centro do mundo.

Não gosto de elogios. Eles são uma caixinha de presente, onde na maioria das vezes o presente é a falsidade.

Não gosto de água com gás, de trabalhar, nem de barata voadora Sem palavras, de onde eu tirei isso?…

Gosto de gente que sabe rir, de quem sente, e sente verdadeiro.

Gosto de gente que sabe aproveitar a vida, e sabe ser atenciosa.

Gosto de quem tem o coração maior que a cabeça, mas sabe pensar.

Gosto quando sussurram no ouvido, gosto quando surge aquele olhar, gosto quando beijam, quando abraçam, admiro o sentimento de reciprocidade.

Gosto de pessoas autênticas, pessoas batalhadoras…

Gosto até das pessoas que magoam, mas aquelas que magoam por serem sinceras.

Gosto que briguem comigo quando faço besteira… gosto mais ainda daqueles que amam, amam no sentido de amor, aqueles que amam verdadeiro, não dos que ficam em duvida sobre o que sente, ou dos que amam dois, três ou quatro pessoas diferentes.

Gosto de quem ama mesmo.

Por que quem ama não tem duvida… aproveita a vida, é autêntico e sabe rir.

Quem ama é atencioso, sabe dar carinho, e é verdadeiro, sente de verdade, e está sempre de bem com a vida.

Trate de conservar um pedaço de céu acima de sua vida.

SONHO MEU

Que alegria toma de conta de mim…

Seus beijos me fazem subir ao céu, seu abraço forte deixa-me segura, sua mão acaricia-me tão gostoso…

O pôr-do-sol à beira do rio se torna ainda mais belo junto com você.

Meu coração bate descompassadamente na emoção de estar ao seu lado.

Essa voz entoando baixinho ao meu ouvido faz-me enlouquecer…

E é tudo tão mágico…

De repente eu acordo e noto que tudo não passou de um sonho… MAGNÍFICO!!!

travesseiro

But…

… foi apenas mais um sonho contigo… que triste!!!

- Será que ainda virará realidade em alguma próxima vida, por exemplo?!?!

PISANDO EM OVOS

pisar-em-ovos1

Hoje, depois de um dia inteiro sem parar por um minuto, meus olhos insistiam em sorrir, em contraste com a minha carinha cansada.

Quem me via passar pela rua mal podia imaginar as gargalhadas que eles tanto tentavam esconder.

E eu percebi que não há motivo para ter pressa em voltar para casa.

SUNDAY UNEXPECTED

“Vivo em estado de ventura irrealmente fantástica e não admito que ninguém me acorde. Porque aprendi hoje que eu só preciso de pés livres, de mãos dadas e de olhos bem abertos.”

Príncipe encantado só existe em conto de fadas, assim como sapos.

Assim como a falsa ideologia de homem perfeito e/ou ideal também é ilusória.

O que há realmente é uma série de pré-requisitos que ao longo do tempo você vai lapidando e colocando como prioridades: determinadas qualidades admiráveis e inúmeros defeitos toleráveis, isso torna uma pessoa um parceiro potencialmente amoroso.

Mas também não significa que é só checar a lista e PLIM, acerta-se o pulo. Há um pouco de magia, encantamento, empatia e o momento pessoal de cada um. Às vezes estamos naquele timer pra nos encontrarmos e estamos em sintonia e sincronismo. Às vezes isso é unilateral.

Todavia para se ter histórias são necessárias tentativas, dar-se a oportunidade, correr riscos. Só entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça. Não podemos ficar ariscos a tudo só porque tomamos inúmeros pés na bunda, ou sofremos incontáveis desilusões amorosas, ou derrubamos uma cachoeira de lagrimas no travesseiro achando que o mundo acabaria porque havíamos perdido o grande amor da vida.

Aquela pessoa foi importante sim, esteve em sua vida por uma razão, uma estação. Continuar acreditando que o próximo será o definitivo pro resto da vida é esperança quimérica, o seguinte será mais uma razão, uma estação, sem data de início, sem intensidade, sem tempo de duração determinado, sem prazo de validade.

É apenas tentar controlar a ansiedade, ter cautela(hahaha Guga lembrei-me de você por que será?) e aguardar o rio de fatos e acontecimentos da vida seguir seu trajeto.

ansiedade1 Tudo tem seu tempo certo. É o que eu costumo repetir para mim mesma, numa tentativa tola de driblar minha ansiedade. Mesmo que eu acredite piamente que em nada tentar adianta antecipar fatos ou situações, sempre me pego imaginando o futuro, pensando como seria ou será, sonhando com o que ainda não posso ter.

Não se trata apenas de criar expectativas. É mais do que isso. É desejar de verdade. Eu quero tudo e quero agora. Para mim não basta viver um fim de semana memorável, preciso emendá-lo numa segunda-feira empolgante e seguir a semana em ritmo acelerado.

Quero viver cada momento com todas as letras maiúsculas. Quero negrito, sublinhado, neon e nada de reticências. Quero me embriagar de sentimentos e sensações, sem deixar nem um gole para depois.

Sobra vontade, mas falta energia.

Nenhuma vida tem vigor para tanto. Eu não tenho. E quero e não quero ter. Ao mesmo tempo em que tenho ganas de estar no ápice, preciso do meu sossego. Quero um equilíbrio com doses de altos e baixos, uma montanha russa que me perturbe por dentro, mas que também aquiete a minha alma.

Meu imediatismo quase não me deixa esperar. Mas quando espero vejo todas as respostas, consigo entender todos os porquês. Posso enxergar que sempre acontece o melhor, o que realmente estávamos preparados para viver e sentir de forma plena. Todavia reconhecer que é necessário mudar o padrão e a abordagem acredito que seja um passo para mudar o rumo.

Porque não se iluda, que nada muda se você não mudar. Afinal toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço.

ENVELHECER

Saber envelhecer é mesmo uma arte.

Ainda mais numa sociedade que valoriza a eterna juventude, como se a velhice fosse algo a temer ou esconder.

E o que seria envelhecer sem medo?

É não se estremecer ao perceber que os primeiros cabelos brancos despontam espaçados em seus então, belos cabelos que tinham uma só cor?

É saber que com o tempo toda a cabeça será grisalha e em breve tornar-se-á totalmente branca?

É ver surgir às primeiras ruguinhas em seu rosto e não se importar porque faz parte da vida… da natureza?

É achar o momento certo para evitar o sol, é a reposição de hormônios, ou não submeter-se a isso, é usar forte maquiagem para disfarçar e não se importar em recorrer a esses recursos, ou simplesmente recusar-se a fazê-lo?

É não temer ficar em grupos de jovens sabendo-se ser a mais velha de todos?

É simplesmente não se importar? Será isso envelhecer sem medo?

Será dizer, sentir-se por dentro do mesmo modo que se sentia ao ter seus vinte anos, com todos os sentimentos, sensações, alegrias e tristezas, amor, tudo enfim natural do ser humano independente de idade e sexo?

O que pode sentir uma mulher que nada tem a não ser a si mesma?

Onde buscar alento para sentir alegria por estar viva e ainda ter anos para aproveitar, nessa vida de sinceridades e mágoas?

A aparência nesse mundo de consumo, onde a beleza e juventude são cultuadas como princípio de felicidade, é preciso se estar muito bem preparada para enfrentar esse início, pois a tendência é sempre piorar.

Na juventude perdemos muito tempo preparando um futuro, uma profissão, durante anos nos dedicamos a outras pessoas, ficando nós mesmos em segundo plano e quando abrimos os olhos, o tempo passou e já quase nada mais resta.

Como fazer para ser natural, se não quisermos mascarar a velhice que se aproxima, por até acharmos ridículo, pois nada há para disfarçar; pintura não resolve o problema do tempo.

O tempo não perdoa, ele vem e não quer saber; fica claro e explícito, nada se poderá fazer. Nada.

Todavia será que conseguiria uma resposta para a grande indagação: o que é envelhecer sem medo?

Tentarei…

Envelhecer sem medo é confiar no processo da vida. É aceitar cada fio de cabelo branco, cada ruga, as dores nas juntas com amor e tranqüilidade.

É ter consciência de que o ser, seja de qual reino for, nasce, cresce, reproduz e morre. E morre pra iniciar um novo ciclo. Portanto, envelhecer sem medo é viver cada segundo como se ele fosse único em sua vida.

Todavia Envelhecer é obrigatório, crescer é opcional.

A vida é uma tocha a qual devemos fazer arder da forma possível, para que toda a oportunidade de dor que nos assombre se afogue no mar das adversidades.

Muitos envelhecem apenas porque abandonaram os seus ideais. Sendo assim ao lutarmos todos os dias contra os males que nos aterram, veremos que a vossa velhice será mais doce e cheia de boas experiências. E se assim for, a velhice será vivida dignamente, com os sol nuns dias a brilhar e noutros a espreitar por entre as nuvens, e não escondido como um dia cinzento de inverno. É possível envelhecer com dignidade.

O ser humano não deixa de rir quando envelhece, mas envelhece quando deixa de rir. Assim como os sonhos e a vontade de sonhar são eternos, nunca envelhecem nem desmerecem.

E nunca se esqueçam: A velhice também pode ser bela, assim como a noite, que embora escura possui as estrelas.

"A idade não depende dos anos, mas sim do temperamento e da saúde; umas pessoas já nascem velhas, outras jamais envelhecem."

(Tyron Edwards)

TAKE IT AS IT COMES

Considero tanto uma pessoa na minha vida… ela é do sexo masculino e confesso ter tesão por ele, e até cogitar a ele ser um grande candidato a mein Prinz… mas juro pela minha mãe(isso é foda, jurar pela mãe), que abro mão do meu tesão possíveis beijos e tudo mais para ter somente(que é muita preciosa pra mim) a AMIZADE dele… E ele não bota fé!

- CARA tenho-te como hipermegablasteradavancedplus amigo tipo irmão, sou capaz de abrir mão do meu tesão por você para permanecer com tua amizade e você tem essas infantilidades. Quer saber cara me poupe!

E minutos depois recebo o link dessa música… ah não! Desisto! Vateamerda!!!

E neste momento peço ao meu Santo Anjo que me ajude a começar desligar você da minha vida… você não merece meu carinho e minha amizade.

Mas que uma coisa fique certa, a porta vai estar sempre aberta, babe. O meu olhar vai dar uma festa, babe, na hora que você voltar.

HOJE

… só preciso de alguns abraços queridos, a companhia suave, bate-papos que me façam sorrir, algum nível de embriaguez e sincronicidade.

- Cadê você Sr. Sincronicidade?!?!?

NEW YEAR 018

“A perfeição se existisse, teria a graça da casualidade e a sincronia do comprometimento”

BOM DIA PRESENTE DE DEUS

Viva a sua vida com mais emoção, entusiasmo e alegria.

Você não pode ser produtiva(o) se está pressionada(o) e estressada(o), sabia?

Tire uns minutinhos para ficar a sós com você! Já fez isso? Talvez você descubra uma pessoa nova, talvez conheça uma mulher(homem) maravilhosa(o), especial, única(o), linda(o), importante e …..  poderosa(o)!

Faça algo simples, algo que te agrada, mas que seja alguma coisa que você tenha escolhido, não algo sugerido por outra pessoa! Esses são momentos intensos e de descobertas.

Experimente enxergar as coisas por um nível diferente de consciência. Tente ver a vida com mais emoção, mais tesão, mais alegria, mais entusiasmo, mais amor. Com toda certeza, o peso de seus ombros será suavizado, viu? E você conseguirá produzir muito mais!

Outra coisa: não precisa tentar olhar muito longe no futuro, pois isso pode causar ansiedade e desesperança. Dê um passo por vez! Comece com um primeiro passo e os outros seguirão naturalmente. Deixe que a vida corra suavemente, alegremente, sem tentar manipulá-la, viu?

Não se perturbe nem se impaciente se as coisas não estão exatamente como você esperava. Procure entender e tirar ensinamentos e proveitos do plano e as razões que norteiam os acontecimentos. Perceba que tudo sairá muito, muito bem e que alguns problemas são imaginários em nossas vidas. Ou que não merecem tanta atenção de nossa parte.

Repare no sorriso da moça da foto e me responda se uma mulher sorrindo não vale muito mais do que uma que não quer ou que não sabe sorrir?!

PQ TINGUI-EU

Desejo-te uma quarta feira feliz! Permaneça na Paz!

BELEZA FEMININA – THE BEST

Não se nasce mulher: torna-se.

A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela usa, na imagem que ela carrega, ou na maneira que ela penteia os cabelos.

A beleza da mulher tem que ser vista a partir dos seus olhos, porque essa é a porta para o seu coração, o lugar onde o amor reside.

A beleza da mulher não está nas marcas do seu rosto. Mas a verdadeira beleza numa mulher está refletida na sua alma, está no cuidado que ela amorosamente tem (pelos outros), a paixão que ela demonstra.

A beleza ideal está na simplicidade calma e serena.

A beleza que seduz poucas vezes coincide com a beleza que faz apaixonar.

Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas.

A beleza da mulher está no faro, não se contenta com a embalagem. Uma beleza que tem raio-x: consegue olhar o que se esconde lá dentro.

E a beleza de uma mulher com o passar dos anos, apenas cresce!

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“Pode-se amar até a loucura uma mulher feia, por encantos que superam os encantos da beleza.”

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